Amigas que morreram em acidente com ônibus de turismo na BR-040 são veladas nesta quarta (19)
Veículo tombou em Petrópolis-RJ e provocou a morte de dez pessoas, incluindo uma mulher grávida e uma criança

As amigas Alessandra Pereira, de 34 anos, Vânia Élida de Jesus Crispim, de 33, e Natália Firmiano de Barros, de 34, estão sendo veladas na manhã desta quarta-feira (19). A despedida ocorre no Cemitério Belo Vale, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As amigas estão entre as dez vítimas do acidente que envolveu um ônibus de turismo na BR-040, em Petrópolis-RJ. O veículo, que havia saído de Belo Horizonte, capotou na rodovia nesse domingo (16).
“Nós estamos sofrendo demais mesmo [...] Ele tirou minha vida, que a minha filha era a fortaleza da casa. Tudo que tem lá, ela que ajuda as irmãs e tudo. Eu perdi uma grande filha”, afirmou Maria Aparecida Pereira da Silva, mãe de Alessandra. Ela responsabiliza o motorista do ônibus pelo acidente. Emocionada, Maria Aparecida contou que considera Vânia Élida e Natália filhas também.
Acidente fatal
O acidente que vitimou as três amigas também provocou a morte de outras seis mulheres e uma criança.
Vítimas:
- Jhennifer Ferreira Carvalho, de 33 anos;
- Lavinia Eduarda Souza Dias, de 7 anos;
- Luciana Ferreira Carvalho, de 53 anos;
- Ketelyn Polyane Alves de Oliveira, de 19 anos;
- Keyla Perucci da Silva, de 35 anos;
- Priscilla de Souza Braz, de 33 anos;
- Natália Fimiano de Barros, de 34 anos;
- Dayanna de Lima Viana, de 36 anos;
- Alessandra Pereira, de 34 anos;
- Vania Elida de Jesus Crispim, de 33 anos.
Ônibus clandestino
De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus envolvido no acidente não estava habilitado para realizar transporte interestadual de passageiros. Segundo o órgão, a operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros.
O veículo, que tinha placa AKY-3454, estava registrado em nome da Dinna Ellles Turismo, com comunicação de venda para a PIT Tur Transportes Ltda. Nenhuma das duas empresas está habilitada pela ANTT. A empresa Estrela Guia Turismo foi apontada como responsável pela viagem, mas também não é habilitada para realizar o transporte interestadual de passageiros.
O ônibus contava ainda com adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que também está inapta. "Diante das informações disponíveis até o momento, a operação é caracterizada como transporte clandestino de passageiros", afirmou o órgão.
Nota da empresa
A Estrela Guia manifesta profundo pesar pelo grave acidente ocorrido e se solidariza com as vítimas, seus familiares e todos os envolvidos neste momento de profunda dor e consternação.
Neste momento difícil, a empresa está prestando apoio às famílias das vítimas, inclusive colaborando com o traslado dos corpos para seus locais de destino, bem como disponibilizando suporte para o transporte dos sobreviventes até suas respectivas residências, conforme as necessidades de cada família.
A Estrela Guia esclarece ainda que não dispõe, neste momento, de informações atualizadas sobre o estado de saúde dos passageiros que permanecem internados. As informações médicas são repassadas pelos hospitais exclusivamente aos familiares, em respeito à privacidade e ao sigilo das informações dos pacientes.
A empresa reafirma que está colaborando integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração dos fatos e adotando todas as providências possíveis para prestar assistência às vítimas, aos sobreviventes e às suas famílias.
A Estrela Guia lamenta profundamente o ocorrido e expressa sua solidariedade a todas as famílias que enfrentam este momento de dor. Neste momento de tristeza, nossa prioridade é acolher, apoiar e prestar toda a assistência possível às pessoas atingidas por esta tragédia.
Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.
Formado em jornalismo pela PUC Minas, foi produtor do Itatiaia Patrulha e hoje é repórter policial e de cidades na Itatiaia. Também passou pelo caderno de política e economia do Jornal Estado de Minas.




