Aeroporto de BH faz alerta sobre queimadas e pipas no entorno do local durante período seco
Terminal mineiro intensifica monitoramento com câmeras e drones e diz que fumaça pode afetar pousos e decolagens; prática de empinar pipas perto do aeroporto também preocupa

O aumento das queimadas e da circulação de pipas no período de estiagem levou o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte a reforçar o alerta para riscos à segurança das operações aéreas na Região Metropolitana. Com a combinação de vegetação seca, baixa umidade do ar, ventos mais fortes e férias escolares, o aeroporto afirma ter intensificado o monitoramento das áreas no entorno do terminal para controlar queimadas e voo de pipas no local.
Segundo o gestor de Operações, Segurança e Experiência do Passageiro do BH Airport, Fabiano Reis, esta é uma das épocas do ano em que o aeroporto amplia as medidas preventivas. “Muito vento com baixa umidade faz com que os focos de incêndio aconteçam em torno do aeroporto, impactando a segurança operacional e o meio ambiente”, afirmou.
Fumaça pode reduzir visibilidade
De acordo com o BH Airport, um incêndio nas proximidades pode comprometer a visibilidade durante pousos e decolagens e afetar equipamentos de auxílio à navegação. “O primeiro impacto é na visibilidade do piloto na hora do pouso. O segundo é que o fogo pode afetar instrumentos que auxiliam a aproximação da aeronave. E o terceiro é o impacto ambiental sobre a fauna e a flora da região”, explicou Fabiano Reis.
O aeroporto informou que opera com Sistema de Pouso por Instrumentos (ILS), tecnologia utilizada para auxiliar aeronaves em condições de baixa visibilidade, mas ressalta que a prevenção continua sendo considerada a principal medida de segurança.
Monitoramento com câmeras e drones
Segundo o gestor, o aeroporto atua em três frentes: prevenção, detecção rápida e combate ao fogo. “A precaução é feita durante todo o ano, com aceiros e roçagens para evitar que o mato fique próximo das áreas operacionais”, disse.
A detecção é realizada por uma equipe que acompanha imagens de câmeras instaladas no entorno do aeroporto. Em caso de fumaça ou foco de incêndio, a ocorrência é comunicada imediatamente à equipe de bombeiros do terminal. Além das câmeras, drones equipados com câmeras térmicas são usados para localizar focos de calor em áreas de vegetação mais densa. “Com os drones conseguimos detectar focos de incêndio no meio das matas próximas ao aeroporto”, afirmou o gestor.
Orientações para visitantes
O BH Airport orienta moradores e motoristas que circulam pela região e visitantes do aeroporto a não jogar bitucas de cigarro em terrenos ou margens de vias, além de não queimar lixo ou restos de poda e evitar qualquer fonte de chama próxima à vegetação seca. Em caso de incêndio, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
Fabiano Reis destacou que a colaboração da comunidade é considerada essencial. “É muito importante que toda a comunidade atue, evitando jogar guimbas de cigarro e acender fogos próximos às estradas e ao aeroporto, garantindo a segurança operacional e a preservação do meio ambiente”, afirmou.
Pipas também entram na lista de riscos
Outro ponto de atenção neste período são as pipas. O aeroporto alerta que, mesmo empinadas em locais aparentemente seguros, elas podem alcançar o espaço aéreo utilizado por aeronaves, enroscar em equipamentos ou ser sugadas pelos motores. O risco aumenta com o uso de cerol e linha chilena, materiais cortantes proibidos em diversos estados brasileiros.
O terminal orienta que a brincadeira seja realizada apenas em campos e áreas abertas, longe do aeroporto, de redes elétricas e de vias movimentadas. Crianças e adolescentes devem estar acompanhados por um adulto. O BH Airport lembra ainda que práticas que coloquem em risco a navegação aérea podem configurar crime previsto no Código Penal, com pena de dois a cinco anos de prisão.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



