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Advogado de gari assassinado comenta confissão do empresário Renê Jr: 'Não tinha para onde correr'

Tiago Lenoir afirmou que todas as provas colhidas sobre o crime já apontavam para a autoria de Renê da Silva Nogueira Júnior

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Renê da Silva Nogueira Júnior durante sua audiência de custódia
Renê da Silva Nogueira Júnior durante sua audiência de custódia, na manhã desta quarta-feira (13) • Imagem cedida à Itatiaia

O advogado Tiago Lenoir, que representa a família do gari morto por um empresário na região oeste de Belo Horizonte no último dia 11, disse que o acusado pelo crime, Renê da Silva Nogueira Júnior “não tinha para onde correr”, ao comentar a confissão do suspeito.

Tiago Lenoir estava na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta terça-feira (19), quando a notícia da confissão de Renê Júnior repercutiu. Em entrevista a Itatiaia, ele comemorou o aceite do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) do pedido de bloquei de bens de Renê e da esposa dele.

“Isso só corrobora com todas as provas que já estavam juntadas no processo, Não tinha para onde ele correr. Ali você já tinha provas testemunhais, provas de vídeo, a própria perícia no carro vai demonstrar isso também e sobretudo a arma do crime. Foi feita uma micro comparação balística, a qual a arma de uma delegada de polícia, que é a esposa dele, foi confirmada que essa foi a arma utilizada pelo crime", afirmou o advogado.

"Então ele negar os fatos, ele estaria agindo novamente com uma segunda desinteligência. A primeira foi tirar uma vida de uma forma hedionda, a segunda seria negar os fatos. E agora ele confessa, nós esperamos que a Polícia Civil conclua o mais rápido possível esse inquérito, entregue para o Ministério Público, o MP faça uma denúncia eficiente e ele seja de fato processado, pronunciado, levado a júri popular e ao final condenado. Que é isso que nós vamos buscar, tanto a condenação criminal quanto a reparação de todos os danos que ele causou para essa família", continuou Lenoir.

Nesta terça-feira (19), começou a tramitar na ALMG um projeto de lei que sugere a instalação de câmeras de monitoramento em caminhões de coleta de resíduos sólidos em todo o estado.

O projeto de lei, de autoria do deputado Adriano Alvarenga (PP), foi denominado pelo autor de “Lei Laudemir”, em alusão a morte do gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, assassinado no bairro Vista Alegre, região Oeste de Belo Horizonte, no dia 11 de agosto.

Defesa comemora bloqueio de bens

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) se manifestou favorável ao bloqueio de bens de Renê da Silva Nogueira Júnior e da esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino Nogueira.

“Nós recebemos com bastante alegria e senso de justiça que o Ministério Público manifestou favoravelmente ao pedido nosso de bloqueio de bens e valores, tanto dele, o investigado, que matou o gari Laudemir, quando a esposa dele, delegada de polícia. O Ministério Público reconheceu nosso pedido que estão previstos ali os pressupostos para esta cautelar, para que eles não delapidem este patrimônio, e ao final desse processo, como eles foram de fato condenados se tiverem que reparar este dano, eles paguem por tudo que eles fizeram”, afirmou o advogado que representa a família do gari assassinado, Laudemir de Souza Fernandes.

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Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.