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Canetas emagrecedoras ilegais são encontradas misturadas a cebola e alho no ES; três foram presos

Operação Efeito Colateral fase 2 revela produtos sem autorização da Anvisa armazenados em condições precárias na Grande Vitória. A ação também mapeou possíveis pontos de venda e aplicação dos medicamentos, entre pequenos comércios e clínicas que oferecem procedimentos com promessa de emagrecimento

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Medicamentos clandestinos foram encontrados misturados a alimentos como alho e cebola • Freepik/Reprodução

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu três pessoas em flagrante durante operação de combate ao comércio ilegal de canetas emagrecedoras na Grande Vitória. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (5) e seguia em andamento até a última atualização da reportagem.

A operação revelou condições precárias de armazenamento dos produtos apreendidos. Medicamentos clandestinos foram encontrados misturados a alimentos como alho e cebola, em geladeiras sem controle de temperatura ou até fora delas.

Segunda fase da operação

A ação é a segunda fase da Operação Efeito Colateral. Foram expedidos oito mandados de busca e apreensão, cumpridos nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica. Na primeira fase, a polícia já havia cumprido sete mandados e preso temporariamente o maior contrabandista do medicamento no estado.

A investigação identificou seis alvos suspeitos de revender canetas emagrecedoras proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo o delegado da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, Eduardo Passamani, os produtos chegam ao país de forma ilegal. "São canetas emagrecedoras que entram contrabandeadas no país", explicou.

A ação também mapeou possíveis pontos de venda e aplicação dos medicamentos, entre pequenos comércios e clínicas que oferecem procedimentos com promessa de emagrecimento.

Substância sem autorização em nenhum país

Entre os itens apreendidos estava a retatrutida, substância ainda em fase de estudos e sem autorização para produção ou comercialização em qualquer lugar do mundo. Segundo o delegado da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor, Eduardo Passamani, o produto oferece riscos. "Ela está em fase de estudo. Ninguém sabe qual é o dano a longo prazo, nem o que tem dentro desse material, já que ele não é produzido no país", afirmou.

O chefe da Divisão Especializada da Região Metropolitana, delegado Leonardo Ávila, detalhou as condições encontradas nos estabelecimentos investigados. "Chamou a atenção a forma inadequada com que esse material estava sendo armazenado. A gente localizou materiais misturados com alimentos, com alho, com cebola, alguns dentro de geladeiras sem qualquer controle de temperatura e outros até fora da geladeira", relatou.

Ávila ressaltou que os produtos contrabandeados chegam aos consumidores sem qualquer fiscalização e, muitas vezes, sem lacre. "Muitas vezes são vendidos de forma fracionada. Então, não existe como garantir a procedência ou até mesmo a eficácia desses produtos", disse. O delegado classificou o uso dessas substâncias clandestinas como um problema de saúde pública. "É um medicamento que a gente não sabe a origem, não tem como garantir o armazenamento e as pessoas estão tendo problemas por causa da utilização dessas substâncias ilícitas", afirmou.

A orientação da polícia é que quem deseja fazer tratamento para emagrecimento procure um médico ou clínica regularizada, com prescrição e acompanhamento profissional, além de verificar a procedência dos medicamentos utilizados.

As três pessoas presas seriam ouvidas para que a autoridade policial avaliasse a manutenção das prisões. A polícia ainda fazia o levantamento da quantidade de produtos apreendidos e a identificação dos demais envolvidos.

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