Na tarde deste domingo (11), a Polícia Militar de São Paulo (PMSP) divulgou nas redes sociais um comunicado sobre as apurações referentes ao cabo Fabrício Gomes Santana. Em nota, a corporação afirma ter prendido mais um envolvido no crime e localizado um corpo que pode ser do militar nessa madrugada.
As diligências, coordenadas pelo Choque e pela Corregedoria, resultaram além da prisão, na localização de um corpo que pode corresponder ao policial militar desaparecido. O cadáver foi encontrado pela manhã, na região de Embu-Guaçu, na Grande
De acordo com informações da “CNN Brasil”, o corpo foi encontrado em uma área de mata em um sítio. O caseiro do local foi preso temporariamente e, além dele, outros três suspeitos foram presos.
“A mobilização operacional reúne mais de mil policiais militares e centenas de viaturas, evidenciando o máximo esforço institucional empregado em ocorrências dessa natureza. Como resultado direto das ações desencadeadas, a Polícia Militar realizou, inicialmente, a detenção de três indivíduos relacionados ao caso.”, afirmou a PM em comunicado emitido em seu Instagram oficial.
Segundo os militares, a Polícia Civil do estado também passou a integrar as investigações. A operação permanece em curso, com foco na responsabilização total dos autores, em estreita coordenação entre a Polícia Militar, a Corregedoria e a Polícia Judiciária.
Desaparecimento
Segundo o Boletim de Ocorrência, Fabrício estava de férias e teve uma desavença com um homem possivelmente envolvido com tráfico de drogas. Na ocasião, o indivíduo ameaçou o militar afirmando que iria expor o seu cargo público na comunidade.
O policial chegou a conversar com o irmão por volta de 7h e avisou sobre o desentendimento. No depoimento, ele afirmou que Fabrício avisou que resolveria a situação, saindo de carro do local.
De acordo com as testemunhas, o policial esteve em uma adega nas proximidades e teria tido uma nova discussão com o mesmo homem.
Informações da CNN afirmam que o PM desaparecido pode ter sido levado à um “tribunal do crime”. A suposição acontece após os depoimentos de alguns suspeitos de envolvimento com o caso. Um dos presos relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial.
Segundo esse relato, Fabrício demonstrou nervosismo e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por cerca de seis pessoas e imediatamente separados.
Ainda segundo o depoimento, os criminosos perguntaram se Fabrício estava armado e retiraram dois revólveres do policial. O homem que prestou o depoimento afirmou que foi levado a um ponto mais estreito da rua, onde ficou por cerca de duas horas sendo questionado, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.
Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele ouviu que Fabrício já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não estava mais no local.
*Matéria em atualização