Corpo que pode ser de PM desaparecido é encontrado em SP; quatro suspeitos foram presos

Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, pode ter sido levado ao ‘tribunal do crime’

Cabo PM Fabrício Gomes de Santana pode ter desaparecido após desentendimento com traficante

Na tarde deste domingo (11), a Polícia Militar de São Paulo (PMSP) divulgou nas redes sociais um comunicado sobre as apurações referentes ao cabo Fabrício Gomes Santana. Em nota, a corporação afirma ter prendido mais um envolvido no crime e localizado um corpo que pode ser do militar nessa madrugada.

As diligências, coordenadas pelo Choque e pela Corregedoria, resultaram além da prisão, na localização de um corpo que pode corresponder ao policial militar desaparecido. O cadáver foi encontrado pela manhã, na região de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. A confirmação será feita após exames periciais.

De acordo com informações da “CNN Brasil”, o corpo foi encontrado em uma área de mata em um sítio. O caseiro do local foi preso temporariamente e, além dele, outros três suspeitos foram presos.

“A mobilização operacional reúne mais de mil policiais militares e centenas de viaturas, evidenciando o máximo esforço institucional empregado em ocorrências dessa natureza. Como resultado direto das ações desencadeadas, a Polícia Militar realizou, inicialmente, a detenção de três indivíduos relacionados ao caso.”, afirmou a PM em comunicado emitido em seu Instagram oficial.

Segundo os militares, a Polícia Civil do estado também passou a integrar as investigações. A operação permanece em curso, com foco na responsabilização total dos autores, em estreita coordenação entre a Polícia Militar, a Corregedoria e a Polícia Judiciária.

Desaparecimento

Fabrício estava desaparecido desde a tarde de quarta-feira (7) após se envolver em uma discussão com um homem ligado ao tráfico, na zona sul de São Paulo. O carro do policial foi encontrado carbonizado, na tarde da última quinta-feira (8), em Itapecerica da Serra, região metropolitana de São Paulo.

Segundo o Boletim de Ocorrência, Fabrício estava de férias e teve uma desavença com um homem possivelmente envolvido com tráfico de drogas. Na ocasião, o indivíduo ameaçou o militar afirmando que iria expor o seu cargo público na comunidade.

    O policial chegou a conversar com o irmão por volta de 7h e avisou sobre o desentendimento. No depoimento, ele afirmou que Fabrício avisou que resolveria a situação, saindo de carro do local.

    De acordo com as testemunhas, o policial esteve em uma adega nas proximidades e teria tido uma nova discussão com o mesmo homem.

    Informações da CNN afirmam que o PM desaparecido pode ter sido levado à um “tribunal do crime”. A suposição acontece após os depoimentos de alguns suspeitos de envolvimento com o caso. Um dos presos relatou em depoimento que estava com Fabrício quando ambos foram abordados por um homem conhecido como “Gato Preto”, que mencionou a repercussão da discussão envolvendo um policial.

    Segundo esse relato, Fabrício demonstrou nervosismo e decidiu ir até uma área dominada pelo tráfico, conhecida como “biqueira”. No local, eles teriam sido recepcionados por cerca de seis pessoas e imediatamente separados.

    Ainda segundo o depoimento, os criminosos perguntaram se Fabrício estava armado e retiraram dois revólveres do policial. O homem que prestou o depoimento afirmou que foi levado a um ponto mais estreito da rua, onde ficou por cerca de duas horas sendo questionado, enquanto Fabrício permaneceu sob o controle do grupo.

    Em determinado momento, um dos envolvidos teria afirmado que o policial seria morto. Ao ser liberado, ele ouviu que Fabrício já estaria morto e percebeu que o veículo do PM não estava mais no local.

    *Matéria em atualização

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    Mariana Taveira é estagiária do portal Itatiaia. Graduanda em Jornalismo pela UFMG, atua na cobertura de Minas Gerais, Brasil, Mundo e Entretenimento. Foi estagiária de produção na Record Minas e é entusiasta de narrativas que nascem do cotidiano e das paixões coletivas.
    Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.
    Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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