O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, falou publicamente pela primeira vez após a morte da esposa, a também policial militar Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta no apartamento do casal.
Durante entrevista cedida ao Balanço Geral, programa da Record, o coronel negou qualquer envolvimento no caso e negou a autoria da morte da companheira: “Não a matei”, afirmou o homem à imprensa.
A mulher foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro, dentro do imóvel onde vivia com o marido. Desde então, o coronel sustenta que a morte foi resultado de um suicídio. Ainda durante a entrevista, o homem conta estar sendo alvo de ataques nas redes sociais após ser apontado como suspeito do crime.
O dia da morte
Ainda de acordo com o relato do coronel à Record, o casal já dormia em quartos separados havia aproximadamente oito meses. Na manhã do episódio, ele teria comunicado à esposa que pretendia se separar.
O coronel afirmou que a policial reagiu de forma exaltada, o empurrou para fora do quarto e bateu a porta com força. Em seguida, ele disse que foi tomar banho e que, pouco depois, ouviu um barulho forte. Ao sair do banheiro, teria encontrado a esposa caída na sala.
Resgate e marcas no corpo
Durante a entrevista, o oficial também respondeu a questionamentos sobre o tempo que teria demorado para chamar socorro. Uma vizinha relatou o horário em que teria ouvido o disparo, mas ele afirmou que a testemunha “poderia estar sonolenta e ter visto o horário errado no relógio”, garantindo que acionou o resgate cerca de 20 segundos após perceber a situação.
Em relação ao laudo de exumação do corpo da policial, que apontou lesões no rosto e no pescoço da vítima, compatíveis com pressão de dedos e unhas, o coronel disse que as marcas poderiam ter surgido no dia anterior, quando Gisele teria carregado a filha de 7 anos no colo durante um passeio em um parque de diversões. Ele ainda declarou: “Eu não tenho unhas, roo unhas desde criança.”
Alegações sobre o relacionamento
Familiares da policial afirmam que o relacionamento entre o homem e a vítima era abusivo, acusação que foi negada pelo militar em suas declarações públicas. Na entrevista, ele declarou que a esposa “andava parecendo uma Barbie”.
A família da mulher também o acusa de ter enviado um vídeo ameaçando tirar a própria vida caso ela o deixasse. O coronel afirmou que a gravação teria sido produzida por inteligência artificial. Ele também disse que uma mensagem enviada a um primo da vítima nas redes sociais teria sido escrita a pedido da própria esposa.
Durante a entrevista, o militar ainda afirmou que a esposa “surtou, provavelmente” e acrescentou que “ninguém dá um tiro na cabeça se não estiver surtado”, dizendo não saber o que teria levado a companheira a tirar a própria vida.
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Durante a entrevista, o homem também falou sobre o fato de não ter prestado os primeiros socorros à esposa. Segundo ele, a decisão se deu diante a falta de materiais de socorro disponíveis e pelo conhecimento técnico de que não seria o ideal mexer no corpo da vítima.
Questionado sobre o banho que tomou no apartamento após a saída das equipes de resgate, o homem contou que teria passado mal e, em seguida, tomou dois comprimidos. Ele comenta ainda que havia sido “orientado por alguém que não se recorda” a tomar banho.
Contato com desembargador
Também na entrevista à Record, o homem confirmou ter entrado em contato com o desembargador Marco Antônio Cogan após o crime. O homem, porém, aponta que a ligação foi direcionada a “um grande amigo” que tem há mais de 30 anos, independente ao cago em que ele ocupa.
Marcas de sangue no banheiro
As investigações no apartamento do casal encontraram marcas de sangue no banheiro. Questionado, o coronel responsabilizou as equipes de resgate pelas evidências. Segundo ele, um dos bombeiros que participou do resgate da vítima havia pisado no sangue e em seguida se dirigido ao banheiro com os pés sujos.