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São Paulo: 43 mil pessoas não têm banheiro em casa e 3,3 milhões não recebem água diariamente 

Estudo do Instituto Trata Brasil sobre saneamento básico foi divulgado nesta quinta (16) 

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Estação de tratamento de esgoto em Campos do Jordão, em São Paulo
Estação de tratamento de esgoto em Campos do Jordão, em São Paulo • Governo de São Paulo/Reprodução

O Estado de São Paulo tem 43 mil pessoas que moram em casas que não têm banheiro, de acordo com estudo sobre o saneamento básico divulgado nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Trata Brasil. O número de pessoas corresponde 1% da população. São 24 mil residências com privação de banheiro.

Além disso, o estado tem 3,3 milhões de pessoas que não recebem água diariamente em casa (6,9% do total de 1,1 milhão de residências). Outro dado obtido pelo estudo diz respeito à falta de reservatório de água em casa.

Segundo o levantamento, 3,8 milhões de pessoas não têm caixa d'água ou outro tipo de reservatório de água potável em casa, o que corresponde a 1,4 milhão de residências (8,5% do total).

Apesar dos dados, conforme o estudo, o estado tem indicadores melhores que a média nacional e é o melhor do país em relação ao acesso à rede de água e ao tratamento de esgoto. Porém, em relação ao esgoto, ainda há 3,1 milhões de pessoas sem esgoto em casa. Além disso, 1,6 milhão não têm ligação de água em casa.

O estudo foi realizado em parceria com a EX ANTE Consultoria Econômica e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS). De acordo com a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a desigualdade social brasileira é refletiva no acesso ao saneamento básico.

"O estudo mostra os grandes desafios que ainda temos para universalizar essas modalidades de infraestrutura no país. O problema afeta de maneira contundente as jovens famílias brasileiras, muitas das quais vivendo abaixo da linha da pobreza, que além de tudo adoece mais graças a essa falta de infraestrutura. Quase a metade do país viver com ao menos uma privação de saneamento básico é algo inaceitável e que gera um imenso impacto negativo para todos, afetando a saúde, educação e qualidade de vida de milhões de brasileiros", explica.

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