Professor dá rasteira e ameaça criança autista em escola no Rio de Janeiro
Caso aconteceu no ano passado, mas mãe do menino só teve acesso às imagens seis meses depois, após o caso parar na Justiça

Um menino de 11 anos, com transtorno do espectro autista, foi agredido com uma rasteira por um professor de capoeira na escola em que estudava, no Rio de Janeiro.
O caso aconteceu em setembro de 2024, mas a mãe só teve acesso às imagens agora, quando o caso chegou à Justiça.
O garoto foi suspenso por dois dias da escola, que alegou que ele havia agredido colegas e desrespeitado o professor. A mãe dele só conseguiu marcar uma reunião para esclarecer o ocorrido com a administração da escola depois de cinco dias.
Mesmo depois da reunião, a mulher saiu sem respostas. "Eu cheguei lá para conversar, para entender o que tinha acontecido, e eu saí de lá sem uma resposta. Ninguém falou assim: 'ele não foi agredido'. Eu só queria ouvir isso. Ou 'ele foi, mas nós tomamos as medidas'. A minha vontade é que ele não colocasse mais os pés dele nessa escola", afirmou a mãe em entrevista ao Fantástico, da TV Globo.
O menino contava que tinha sido ameaçado a batido a cabeça com força no chão ao levar uma rasteira.
Caso foi parar na Justiça
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou à Itatiaia que "a investigação foi concluída pela 43ª DP (Guaratiba) e o caso foi encaminhado à Justiça". Foi somente depois de uma audiência que a mulher teve acesso às imagens da câmera de segurança da escola e viu o que havia acontecido.
Saindo do fórum, a mãe se encontrou com o professor. "Eu olhei e falei para ele: 'Eu vi o que você fez com o meu filho'. Meu braço formigou, meu rosto tremeu, e eu fui parar no hospital", relata.
O menino também ficou traumatizado. "Ele passou a bater a cabeça na parede, coisa que nunca aconteceu aqui em casa. Fiquei muito mal", afirma.
A defesa do professor Vitor Barbosa afirmou ao Fantástico que a intervenção foi uma técnica de imobilização para impedir novas agressões e que a situação foi prontamente controlada. Já a escola informou que ele não está mais vinculado à instituição.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



