Instabilidade na Venezuela após operação dos EUA eleva preços de alimentos
A pesquisadora Mônica Simioni, que vive na divisa entre a Venezuela e o Brasil, relata que o preço de um pacote de macarrão pode chegar a até US$ 12

A instabilidade política e econômica na Venezuela, causada pela operação dos Estados Unidos e pelo sequestro do líder venezuelano Nicolás Maduro, tem mantido a população do país reclusa em casa, de acordo com a pesquisadora e professora brasileira Mônica Simioni, que vive em Pacaraima, na fronteira com o Brasil, no estado de Roraima.
Esses relatos foram repassados à pesquisadora por venezuelanos que vivem na fronteira entre Brasil e Venezuela e que transitam entre os dois países.
Aumento na migração
A pesquisadora afirma que a tendência é de aumento no fluxo de migrantes venezuelanos para o Brasil. Segundo ela, no entanto, esse crescimento não seria apenas um reflexo do cenário pós-ataque dos Estados Unidos, mas também faria parte de movimentos migratórios já esperados após as festas de fim de ano. “A gente já esperava que janeiro tivesse um aumento. Em dezembro, recebemos famílias que, inclusive, comentavam sobre regressar ao país porque queriam estar nas festas com seus familiares. O povo venezuelano é muito religioso”, afirmou.
Ela destacou que o aumento ainda não se confirmou, mas que o andamento do fluxo migratório está sendo acompanhado por um grupo de pesquisadores.
Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.




