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Professora é presa após erro em mandado judicial e passa 11 horas detida em RO

Educadora foi confundida com mulher procurada por dívida de pensão alimentícia em Goiás; Justiça atribuiu caso a inconsistência cadastral

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Reprodução | CNN Brasil

Uma professora de Vilhena, em Rondônia, passou cerca de 11 horas presa após ser confundida com outra mulher que possuía um mandado de prisão em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia. O caso veio à tona nesta semana e, segundo a própria vítima, ocorreu na última terça-feira (16). 

De acordo com a CNN Brasil, Suelen da Cruz Nunes foi abordada por policiais dentro da escola onde trabalha e informada sobre a existência de um mandado expedido pela Justiça de Aparecida de Goiânia (GO). A professora afirmou que nunca esteve na cidade e tentou explicar aos agentes que não tinha qualquer relação com o processo. Ainda assim, ela foi conduzida à delegacia e posteriormente encaminhada para uma unidade prisional feminina.

A prisão ocorreu em razão de uma confusão envolvendo dados cadastrais. Conforme a defesa da professora, a mulher efetivamente procurada pela Justiça possuía nome semelhante ao dela, mas um sobrenome diferente. Após a análise dos documentos, a advogada identificou divergências e acionou o Judiciário para corrigir o erro. O alvará de soltura foi expedido na mesma noite.

Durante o período em que permaneceu presa, Suelen relatou preocupação com a família, especialmente com a filha, uma criança de apenas oito anos. Ela também afirmou ter enfrentado momentos de angústia e insegurança enquanto aguardava a resolução do caso.

Em entrevista à CNN Brasil, a professora desabafou sobre o episódio. "Era uma situação tão surreal, você se sente tão incapaz, sem informação [...] minha sensação era essa, era humilhação, impotência", afirmou Suelen. Ainda na entrevista, a mulher comentou sobre a sua família.

"A minha mãe é paciente oncológica, eu fiquei o tempo pensando nela... [...] e eu fiquei mesmo pensando na minha filha, preocupada com ela, pensando, meu Deus, se eu tiver que dormir aqui, ela não dorme sem mim, ela é acostumada, desde bebê, a dormir comigo." completou a professora.

Em nota divulgada, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) informou que o mandado foi expedido com base em informações constantes no processo e que o equívoco decorreu de uma inconsistência cadastral envolvendo a indicação incorreta de um CPF.

Segundo o tribunal, as medidas necessárias para a correção foram adotadas assim que o erro foi identificado. A Defensoria Pública de Goiás também informou que atuou com base nos dados apresentados no processo e afirmou ter tomado providências para solucionar a situação após ser comunicada sobre o problema.

 

Com informações da CNN Brasil.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.