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Pedreiro é condenado por feminicídio após estrangular mulher com corrente de bicicleta

Réu confessou ter matado e enterrado o corpo da companheira após a vítima dizer que queria terminar o relacionamento

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Imagem ilustrativa. • Reprodução | Pexels

Um pedreiro de 46 anos, identificado como Wanderley Aviz de Brito, foi condenado a 36 anos e 4 meses de prisão, em regime inicial fechado, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. A vítima era sua então companheira, Adriana da Conceição Façanha Rodrigues, uma cozinheira de 40 anos. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (02) pelo 1º Tribunal do Júri de Belém.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Pará, o crime ocorreu em 3 de março de 2025, em uma área de mata no bairro Maracacuera, na Estrada Velha do Outeiro, em Belém. Os jurados concluíram que o réu matou a vítima por estrangulamento, utilizando uma corrente de ferro que costumava usar para prender a bicicleta. A acusação apontou que o assassinato foi motivado por ciúmes e pela intenção da mulher de encerrar o relacionamento.

Durante o julgamento, o homem confessou o crime. Ele afirmou que matou a companheira após uma discussão e alegou ter agido por medo de supostas ameaças de integrantes de uma facção criminosa. A versão, porém, não convenceu o Conselho de Sentença.

Após o assassinato, o condenado ainda enterrou o corpo da mulher em uma área de mata para dificultar a descoberta do crime. Dias depois, familiares estranharam o desaparecimento da vítima e iniciaram buscas. O réu chegou a dizer que ela havia saído de casa acompanhada por uma pessoa desconhecida, mas posteriormente se apresentou à Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Icoaraci, confessou o homicídio e indicou o local onde havia escondido o cadáver, encontrado em 8 de março de 2025.

Pela prática do feminicídio, a pena foi fixada em 35 anos e 4 meses de prisão, já com o aumento previsto para crimes cometidos no contexto de violência doméstica e familiar. Pelo crime de ocultação de cadáver, o réu recebeu ainda mais um ano de reclusão, totalizando 36 anos e 4 meses de prisão, além do pagamento de multa.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.