Governo do Pará decreta luto oficial pela morte de defensora de direitos humanos

A ativista irmã Henriqueta, que atuava no combate a exploração sexual e infantil no Marajó, morreu em um acidente de carro no último sábado (10)

A história dela inspirou a personagem de Dira Paes no filme “Manas”.

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), decretou luto oficial de três dias pela morte da irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante, ativista reconhecida pela luta contra a exploração sexual infantil e o tráfico humano no arquipélago do Marajó, no Pará.

Nas redes sociais, Barbalho chamou a religiosa de “uma das maiores referências” na defesa de crianças e adolescentes do estado.

A ativista foi vítima de um acidente de carro na noite de sábado (10), em Campina Grande, na Paraíba. Além dela, outras três pessoas, que estavam no veículo que capotou na BR-230, ficaram gravemente feridas.

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O luto oficial é uma homenagem de caráter simbólico, usada pelos governos para celebrar a vida de figuras e personalidades relevantes.

Irmã Henriqueta, como era conhecida, presidia o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, que leva o nome do bispo emérito do Marajó, falecido em 2024.

História que virou filme

A trajetória de vida da ativista inspirou a personagem interpretada por Dira Paes no filme Manas, que aborda a exploração sexual de meninas e mulheres no Marajó. A atriz deu vida à delegada Aretha, que atuava na luta contra a violência e o abuso infantil na região.

Nas redes sociais, irmã Henriqueta e Dira compartilhavam fotos e registros de encontros em eventos de divulgação do filme e em atividades do Instituto Dom José Luis Azcona.

No Instagram, a atriz lamentou a morte da amiga, a quem chamou de “heroína brasileira”. “Dona de um dos abraços mais afáveis, de uma confiança que motivava e de uma força que se reconhecia só de olhar. Era amada por todos nós e amava todos aqueles que reconhecia como pares de sua luta incondicional pelo amor à vida”, escreveu.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo (PT-MG), também usou as redes sociais para manifestar solidariedade aos amigos e familiares. “Sua atuação firme e generosa ajudou a construir redes de cuidado e enfrentamento às violências contra meninas e mulheres”, declarou.

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.

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