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Presos são transferidos de unidade após fuga de 23 detentos no Amazonas

O antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar (NPPM), na zona norte de Manaus, foi desativado nesta terça-feira (12) após a transferência de 71 presos

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Entretanto, apesar da autorização judicial concedida ainda em janeiro, a transferência não foi realizada, o que culminou na fuga dos detentos • MPAM

O antigo Núcleo Prisional da Polícia Militar (NPPM), na zona norte de Manaus, foi desativado nesta terça-feira (12) após a transferência de 71 presos para a nova Unidade Prisional da Polícia Militar do Amazonas (UPPM-AM). A medida faz parte da Operação Sentinela, conduzida pelo Ministério Público do Amazonas (MPAM).

A transferência ocorre meses após a fuga de 23 detentos da antiga unidade, registrada em fevereiro deste ano. O caso levantou preocupações sobre as condições estruturais e a segurança do local.

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A nova unidade funcionará no espaço onde antes operava o Centro Feminino de Educação e Capacitação (Cefec), ao lado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na BR-174.

Segundo a 60ª Promotoria de Justiça Especializada no Controle Externo da Atividade Policial e Segurança Pública, a mudança busca melhorar a segurança, ampliar o controle administrativo e garantir melhores condições de custódia para os presos militares.

O novo espaço será destinado a presos militares e terá administração da Polícia Militar, com apoio técnico da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A capacidade inicial é para 72 detentos.

Já o antigo núcleo prisional deverá receber presos provisórios e condenados em outras situações.

Operação Sentinela

A primeira fase da Operação Sentinela foi deflagrada em março, após investigações sobre a fuga dos 23 detentos. Dois policiais militares foram presos preventivamente suspeitos de facilitar a fuga.

De acordo com o MPAM, os presos desapareceram após uma revista extraordinária na unidade. Os dois policiais detidos estavam de serviço na guarda do presídio no momento da fuga.

O Ministério Público informou ainda que já vinha alertando sobre problemas estruturais no sistema prisional. Em 2024, o órgão apontou superlotação, deterioração física e riscos à segurança em unidades do interior do estado.

No início de 2026, a Justiça do Amazonas autorizou a transferência dos presos do antigo núcleo prisional após reconhecer as condições insalubres do local. Apesar da decisão judicial ter sido emitida em janeiro, a remoção dos detentos não ocorreu a tempo de evitar a fuga registrada em fevereiro.

 

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.