Comércio do RN com a União Europeia supera US$ 275 milhões com superávit em 2025

Desempenho observado ao longo de 2025 indica perspectivas positivas para manutenção e ampliação das trocas comerciais entre RN e União

Países Baixos lideram o ranking de parceiros comerciais do RN

Entre janeiro e novembro de 2025, o comércio entre o Rio Grande do Norte e a União Europeia (UE) ultrapassou US$ 275 milhões. Segundo os dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC), o estado aparece com um superávit de US$ 140,3 milhões a seu favor.

Os Países Baixos lideram o ranking de parceiros comerciais do RN dentro do bloco, com US$ 127,2 milhões em importações de produtos potiguares, seguidos por Espanha (US$ 53,0 milhões), Portugal (US$ 15,8 milhões), Itália (US$ 4,8 milhões) e Alemanha (US$ 3,1 milhões). Juntos, esses cinco países concentraram aproximadamente 97,2% do total exportado pelo estado à União Europeia no período analisado.

A fruticultura aparece em destaque. De janeiro a novembro de 2025, o setor respondeu por US$ 153,9 milhões em exportações para a UE, com frutas como melões, melancias, mamões, mangas e bananas. Esse desempenho representa cerca de 73,7% de toda a pauta exportadora do Rio Grande do Norte destinada ao bloco europeu.

A pauta exportadora do estado para a União Europeia também inclui produtos como óleos combustíveis (US$ 33,9 milhões), querosenes de aviação (US$ 5,2 milhões), minérios de tungstênio e seus concentrados (US$ 3,2 milhões) e granito (US$ 1,1 milhão).

Importações

No sentido inverso, Espanha, Alemanha e Países Baixos lideram as vendas ao Rio Grande do Norte, com destaque para combustíveis, máquinas industriais, equipamentos, embalagens e insumos voltados aos setores produtivos locais

Segundo a SEDEC, o desempenho observado ao longo de 2025 indica perspectivas positivas para a manutenção e ampliação das trocas comerciais entre o Rio Grande do Norte e a União Europeia, sustentadas pela regularidade das exportações, pela consolidação de mercados já atendidos e pela crescente demanda europeia por alimentos, energia e matérias-primas de origem confiável.

Nesse contexto, o fortalecimento da base produtiva, o ganho de eficiência logística e a agregação de valor aos produtos potiguares tendem a ampliar a participação do estado no comércio internacional, independentemente da formalização de novos instrumentos institucionais.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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