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Casal é condenado por quarto homicídio ligado a série de assassinatos em sítio no Ceará

Vítima foi atraída para um sítio em Iguatu, onde foi assassinada a tiros; réus já haviam sido condenados por outros três homicídios no local

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Algemas utilizadas pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG)
Rômulo Ávila/Itatiaia

Roberto Alves da Silva e Desiree Dantas Barros foram condenados pelo quarto homicídio relacionado aos chamados “Crimes do Sítio Canto”, ocorridos na zona rural de Iguatu, no Ceará, entre 2017 e 2018. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (3), que acolheu as acusações apresentadas pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).

Os réus foram responsabilizados pela morte de A.J.S., assassinada em 30 de junho de 2017. Segundo a denúncia, a vítima foi atraída ao Sítio Canto sob o pretexto de conhecer um terreiro. Ao chegar ao local, os acusados simularam uma reza, colocaram um pano sobre a cabeça dela e a executaram a tiros.

Após o assassinato, o corpo foi mutilado e utilizado em rituais. Em seguida, o cadáver foi ocultado e enterrado em um quarto da residência.

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os dois também foram condenados por ocultação de cadáver, vilipêndio e corrupção de menores.

Roberto recebeu pena de 24 anos, sete meses e dez dias de prisão. Já Desiree foi condenada a 28 anos e dez meses de reclusão.

Outros homicídios

Os réus já haviam sido condenados por outros três assassinatos cometidos no Sítio Canto. O julgamento mais recente, realizado em outubro de 2026, foi referente à morte de F.A.R.L., ocorrida em dezembro de 2017.

Eles também foram sentenciados pelos homicídios do estudante J.O.X., em maio de 2018, e de M.S.M., em outubro de 2017.

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