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Policiais penais são condenados por esquema criminoso em presídio da Bahia

Réus respondem por crimes como organização criminosa, corrupção, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro; grupo facilitava a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos na penitenciária

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Divulgação | Sinspeb

Dez policiais penais e outras duas pessoas foram condenados pela Justiça da Bahia por participação em um esquema criminoso que operava dentro do Conjunto Penal de Feira de Santana, localizado a cerca de 100 quilômetros de Salvador. As penas são resultado de investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), que apontaram a atuação de uma organização responsável por permitir a entrada de drogas, aparelhos celulares e diversos objetos proibidos na unidade prisional.

A sentença foi proferida pela 2ª Vara Criminal de Feira de Santana após denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial de Execução Penal (Gaep), ambos do MPBA. As apurações integram a Operação Sísifo, deflagrada em diferentes fases entre 2023 e 2024 para desarticular o esquema.

De acordo com o Ministério Público, o policial penal Valmir Pereira de Jesus, apontado como líder da organização criminosa, foi condenado a mais de 28 anos de prisão. Conforme a sentença, ele exercia papel central na coordenação das atividades ilegais desenvolvidas no presídio. Os demais condenados receberam penas proporcionais ao grau de participação de cada um. Eles responderam por diferentes crimes, entre eles organização criminosa, corrupção passiva, facilitação da entrada de aparelhos telefônicos e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.

Os reús condenados são:

  • Valmir Pereira de Jesus;
  • Vitor Cerqueira de Oliveira;
  • Ednilson Santana Mota;
  • Isaías Gregório de Miranda Filho;
  • Yure Pinheiro Costa;
  • Gildo de Lima Almeida;
  • Valter Ferreira de Almeida;
  • Leandro Calazans Amaral;
  • Rosana Souza de Oliveira;
  • Luana Priscilla de Jesus Moitinho;
  • Emerson Carmo dos Santos;
  • Genivaldo Reis dos Santos.

Segundo o MPBA, a investigação revelou uma estrutura organizada que utilizava a atuação de servidores do sistema prisional para introduzir materiais proibidos no Conjunto Penal de Feira de Santana. Entre os itens levados para dentro da unidade estavam celulares, drogas e outros objetos utilizados por detentos. As investigações identificaram ainda um esquema de recebimento de vantagens indevidas em troca da facilitação da entrada desses materiais, prática que, segundo os promotores, fortalecia a atuação de grupos criminosos no interior do presídio.

As condenações são resultado da Operação Sísifo, investigação iniciada para combater irregularidades dentro da unidade prisional. Ao longo das fases da operação, foram reunidas provas por meio de interceptações, análises financeiras, diligências e outras técnicas investigativas que permitiram identificar o funcionamento da organização criminosa e o papel desempenhado por cada integrante.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.