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Nitazeno: droga mais forte que fentanil e heroína é apreendida em operação da PF

É a primeira vez que uma operação tem como alvo suspeitos de traficarem esse composto químico, que foi identificado recentemente no país

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Polícia Federal apreendeu a substância em dezembro do ano passado
Polícia Federal cumpriu mandado de prisão em Brasília nesta quarta-feira • PF/Divulgação

A apreensão que deu origem à operação desta terça-feira ocorreu no dia 12 de dezembro, quando a Polícia Federal localizou um laboratório clandestino de drogas em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo. O espaço era usado para sintetizar drogas do tipo K. Após análise do material apreendido, os agentes identificaram, pela primeira vez, o uso de nitazeno, substância química de alto poder psicotrópico, que havia sido importada ilegalmente.

Lista de entorpecentes

Em janeiro deste ano, pouco depois da apreensão, o Departamento de Polícia Federal usou o formulário de notificação de novas substâncias psicoativas para pedir à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a inclusão do nitazeno na lista de substâncias entorpecentes proscritas. O pedido foi acatado. A medida tem repercussão no direito penal, visto que a substância passa a ser considerada droga entorpecente, de uso proibido no Brasil.

Diretor da Anvisa e relator do pedido, Daniel Meirelles Fernandes Pereira afirmou, em março, quando votou a favor da inclusão da substância no rol de entorpecentes, afirmou que o nitazeno possui alto potencial analgésico, porém, pode causar depressão respiratória com alto risco de abuso e toxicidade e, por isso, não teria uso terapêutico.

No voto, ele acrescentou que os nitazenos podem proporcionar aos usuários efeitos semelhantes ao de opioides, como a morfina e o fentanil, mas com mais potência. "Isso significa que doses substancialmente menores são necessárias para atingir os efeitos desejados pelos usuários, o que aumenta o risco de overdose acidental", escreveu.

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Jornalista pela UFMG, Lucas Negrisoli é editor de política. Tem experiência em coberturas de política, economia, tecnologia e trends. Tem passagens como repórter pelo jornal O Tempo e como editor pelo portal BHAZ. Foi agraciado com o prêmio CDL/BH em 2024.

 

 

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