Jornalista infectada por micobactéria em cirurgia de troca de próteses queria seios maiores; entenda
Às vésperas do casamento, goianiense Mariana Martins precisou retirar o artifício e, com isso, foi necessário fazer uma adaptação no vestido. No lugar de um generoso decote, uma discreta gola que não marca os seios

A jornalista Mariana Martins, de 36 anos, revelou, por meio de sua conta no Instagram, que submeteu-se à cirurgia de troca das próteses de silicone porque queria um “colo mais projetado”, ou seja, próteses maiores. Além disso, a “cicatriz não era legal” e ela, perfeccionista assumida, queria melhorar essa parte do corpo que a incomodava.
A decisão foi ensaiada por muito tempo e a cirurgia foi feita em março desse ano. Nos primeiros dias do pós-operatório, tudo transcorria conforme o esperado até que ela começou a sentir a mama direita muito quente e pesada. Então, marcou um retorno ao cirurgião Luiz Carlos Borba que havia realizado o procedimento e este desconfiou que um ponto pudesse estar aberto.
A recomendação foi um tratamento com laser próprio para cicatrização. Mariana contou que quando o enfermeiro chegou em sua casa para iniciar o tratamento e retirou a gaze que protegia o corte, uma secreção amarela escorreu por sua barriga. Além do ponto aberto, ele identificou uma fístula (abertura mais profunda) na lateral do corte. Então, Mariana voltou ao médico e esse retirou um pedacinho de pele e enviou para o laboratório suspeitando de uma infecção. Alguns dias depois, eles avisaram da suspeita de micobactéria e disseram que enviariam a amostra para outro laboratório ainda mais especializado.
Recomendação para retirar as prósteses
Assustada, a jornalista procurou um infectologista e esse explicou que existem mais de 200 tipos de micobactérias, que elas são muito resistentes, normalmente se proliferam em ambientes hospitalares, e que não seria possível aguardar a resposta do novo laboratório que pediu um prazo de 60 dias. Mariana, então, começou a ser tratada com dois tipos de antibióticos e a recomendação - tanto do cirurgião, quanto do infectologista - foi de retirada das próteses. “Esse foi o momento mais difícil. Eu fiquei completamente sem peito às vésperas do meu casamento”, contou Mariana, que é noiva do policial civil Alberto Ganzarolli.
Nesse momento, foco está no casamento
Apesar de tudo, das dores que ainda sente e dos enjoos por causa dos antibióticos (o tratamento deve durar cerca de um ano e meio) ela disse que, nesse momento, está focada apenas na cerimônia de casamento que deverá ocorrer daqui uma semana. O sonhado vestido de noiva teve que passar por uma adaptação: no lugar de um generoso decote, uma gola mais discreta que não marca os seios. “Tomara que fique bom”, disse. Emocionada, a jornalista falou que ainda não sabe se colocará novas próteses. “Só poderei pensar nisso seis meses depois que tiver alta dessa infecção. Não quero pensar nisso agora”.
Quando próteses de silicone devem ser substituídas?
Todas as mulheres que possuem próteses de silicone devem passar, periodicamente, por avaliação da necessidade de troca.
Não existe uma validade específica para os implantes. Diversos fatores influenciam nessa questão, como o material usado e a reação do organismo. A avaliação deve ser feita de forma individualizada, caso a caso.
Alguns sinais de complicação, podem ser:
- Enrijecimento dos seios.
- Dor nas mamas.
- Alterações estéticas, com o implante ficando visível.
- Flacidez, em decorrência de oscilações de peso e gestação.
- Caso a paciente queira mudar o tamanho da prótese.
- Em casos de encapsulamento e de contratura capsular.
Fonte: Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)
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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais 'Hoje em Dia' e 'O Tempo' e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.



