Incêndio que fez família pular de prédio pode ter relação com serviço de impermeabilização, diz delegado
Delegado do caso, Bruno Van Kuyk, afirma que explosão pode ter relação com processo de impermeabilização que ocorria em um sofá no apartamento

Uma família, composta por um casal e um bebê recém-nascido, morreu após pular do sétimo andar de um prédio em chamas nessa terça-feira (27). O incidente aconteceu em Valparaíso de Goiás, em Goiás, e conforme o delegado que cuida do caso a situação se deu enquanto um técnico estava prestando um serviço de impermeabilização de um sofá no apartamento.
Na tragédia, morreram Luiz Evaldo Lima, Graciane Rosa de Oliveira e Leo Oliveira de Lima.
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“Trabalhamos com algumas linhas de investigação. Estamos verificando se houve algum acidente relacionado ao prestador de serviço durante o processo de impermeabilização. Pode ter ocorrido algum vazamento ou defeito. A função da Polícia Civil agora é investigar, apurar e esclarecer para determinar se houve negligência, imprudência ou imperícia", afirmou o delegado Bruno Van Kuyk à TV Anhanguera, da rede Globo.
Conforme o profissional há indícios de que o incêndio ocorreu após uma explosão no local.
Riscos da impermeabilização de estofados
À Itatiaia, o porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, Tenente Henrique Barcellos, explicou que alguns processos de impermeabilização de estofados utilizam substâncias inflamáveis, como benzeno, hexano, isoparafina e compostos asfálticos derivados do petróleo. “Todas essas substâncias são inflamáveis e na presença de uma fonte ignição com alguma irregularidade no momento de aplicação desse procedimento pode se gerar, sim, o risco de explosão”, pontua.
Cuidados
Para evitar que acidentes e incêndios aconteçam em processos de impermeabilização, Barcellos recomenda que os cidadãos busquem saber como será o procedimento e quais substâncias serão utilizadas no serviço. “Pode variar o custo ou até tornar esse serviço mais oneroso, mas existem impermeabilizações com substâncias que não vão apresentar esse risco imediato por não serem inflamáveis”, aconselha.
Já para os profissionais, Barcellos alerta que eles precisam ficar atentos ao vazamento dessas substâncias para o ambiente. “Um procedimento de segurança que pode ser tomado por profissionais dessa área é a utilização de detectores ou medidores de gases inflamáveis no ambiente. O que vai trazer uma segurança e até um alarme caso aquele ambiente se aproxime de uma atmosfera explosiva”, propõe.
Barcellos frisa que em casos de vazamentos existem várias aspectos podem se transformar em incêndios de grandes proporções. “Uma fonte ignição que pode ser um isqueiro pode ser um cigarro a eletricidade ou até uma Faísca para gerar a ignição e uma explosão naquele ambiente confinado”, comenta.
Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento



