Belo Horizonte
Itatiaia

‘Hitler da Bahia’ é preso após infiltração de policiais no Discord

Operação contra grupos acusados de aliciamento e assédio de crianças e adolescentes culminou na prisão de dois homens e na detenção de quatro jovens

Por
Discord: MP de SP trabalha para identificar agressores de pelo menos 50 vítimas.
Operação de monitoramento conseguiu impedir abusos • CNN Brasil

Promotores e policiais têm usado plataformas como o Discord, infiltrados, para impedir crimes como estupro virtual, vazamento de fotos íntimas, indução à automutilação e incitação ao suicídio.

Em uma destas operações, foi preso o soldado do Exército Luiz Alexandre de Oliveira Lessa, conhecido como "Hilter da Bahia". Outro homem foi preso, além de quatro adolescentes detidos.

De acordo com informações apuradas pelo Fantástico, a defesa de Luiz Alexandre nega as acusações e diz que tem total disposição de colaborar com as autoridades. Já o Exército disse que o suspeito foi excluído do serviço em janeiro e, enquanto esteve na corporação, sofreu diversas punições disciplinares.

Policiais infiltrados conseguem impedir crime

Em um dos casos investigados, os policiais conseguiram chegar até a vítima quando o crime estava prestes a acontecer.

"A gente estava infiltrado e houve a explanação de uma menina. Conseguimos chegar no endereço da mãe. Eu mesmo peguei o telefone, liguei para mãe e ela não acreditou", conta Lisandra Salvariego Colabuono, delegada de polícia.

Leia também:

A mãe chegou a responder que não havia nada de errado na própria casa. Foi quando Lisandra Colabuono foi direta:" tem sim, a senhora vai até o quarto da sua filha, sua filha não está dormindo, sua filha vai ser vítima de um estupro virtual".

De acordo com a delegada, o estupro virtual é o ápice da violência causada por esses criminosos. “A vítima é humilhada, é obrigada a tomar água da privada, consumir desodorante, a cortar o cabelo. A menina fica nua e exposta na rede social, muitas vezes ao vivo. Dentro das práticas do estupro virtual tem a pratica de automutilação”, detalha a Lisandra Colabuono.

Por

Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo