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Governo do RS estima que gastos para reconstruir o estado podem chegar a quase R$ 19 bilhões

Valores são referentes a resgates, segurança, moradia, além da reconstrução das cidades e rodovias; tragédia já deixou 107 mortos e mais de 160 mil desalojados

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Seguradoras devem desembolsar valor recorde com tragédia no Rio Grande do Sul • Gustavo Mansur/Palácio Piratini

O governo do Rio Grande do Sul estima que serão necessários R$ 18,8 bilhões de reais na reconstrução do estado. O governador Eduardo Leite (PSDB-RS) afirmou que o valor é referente a quatro linhas de atuação: resposta, assistência, reestabelecimento e reconstrução.

A primeira linha exige gastos com reforços das forças de segurança pública e estrutura de governo emergencial. Já na segunda serão gastos com abrigos, casas de passagem, aluguel social, atendimento psicossocial, medicamentos, oxigênio, benefícios para a população em situação de pobreza e extrema pobreza (através do programa Volta por Cima), além do cofinanciamento da Assistência Social dos municípios.

A terceira linha, chamada de reestabelecimento, trata sobre os valores necessários para desobstruir vias pelo estado, reestabelecer os serviços de água, energia e telefone, limpar casas e estabelecimentos, remover os escombros e desmontar estruturas que foram comprometidas pela chuva.

Na última etapa, o governo estima gastar com a reconstrução de rodovias, estradas, pontes, hospitais e escolas, com a reurbanização das cidades, além de apoio aos empresários e agricultores.

Confira quanto cada etapa irá custar:

  • Resposta: R$ 218.620.200,00
  • Assistência: R$ 2.460.569.500,00
  • Reestabelecimento: 7.206.145.374,30
  • Reconstrução: 8.954.070.907,64
  • Total: R$ 18.839.405.981,94

Temporal no RS

O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública em centenas de cidades. Segundo a Defesa Civil, as fortes chuvas que atingem o estado gaúcho, desde segunda-feira (29), já afetaram quase 1,5 milhão de pessoas. De acordo com os dados mais atualizados, são 107 mortos, 136 desaparecidos e mais de 160 mil desalojados.

A Marinha do Brasil enviou equipes, embarcações, aeronaves e viaturas para ajudar no resgate. A Força Aérea Brasileira enviou dois helicópteros para resgatar vítimas em cidades isoladas por causa das interdições nas rodovias, como Candelária, por exemplo.

Como ajudar?

Segundo as autoridades, desabrigados e desalojados que foram acolhidos pela Defesa Civil precisam não só de alimentos, como também de colchões, roupas de cama e banho e também cobertores. Quem mora na região de Porto Alegre pode contribuir presencialmente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual (avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, Porto Alegre).

Além de receber doações de vários itens, as autoridades permitem a doação de qualquer tipo de valor em dinheiro. Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138.

Confira os itens mais necessários no momento:

  • água potável (item mais necessário no momento)
  • cobertores
  • colchões
  • roupa de cama
  • toalhas de banho
  • kits de higiene pessoal
  • kits de limpeza
  • kits de alimentos
  • ração animal
  • fralda infantil e geriátrica

O órgão pontua a importância que os kits já venham organizados e prontos, para a distribuição acontecer de maneira mais ágil.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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