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Família de idosa indígena recebe corpo da funerária em caixão cheio de lixo: ‘Falta de respeito’

A idosa Josefa Wakrodi Xerente, de 78 anos, foi velada neste sábado (30), na aldeia Salto Kripre, no Tocantins

Uma família indígena ficou indignada após receber o caixão com o corpo de idosa cheio de resíduos, como ataduras, papelão e plástico bolha. A situação ocorreu na aldeia Salto Kripre, a 12 km de Tocantínia, na região central do Tocantins. As informações são do G1.

A idosa Josefa Wakrodi Xerente, de 78 anos, faleceu na madrugada de quinta-feira (28), por volta das 3h. Ela foi enterrada neste sábado (30) e, quando o corpo chegou à aldeia, por volta das 14h, a família se deparou com lixo, informou o genro da idosa, professor Valci Sinã.

Ele conta que, pela cultura, “assim que o corpo chega, a gente se organiza pelos clãs, e assim que chega o clã que cuida ele se responsabiliza de poder abrir o caixão, de colocar o caixão, enfim... E aí ao mesmo tempo o corpo é lavado, banhado e nessa situação que descobrimos o que havia dentro. Senão, ninguém tinha percebido, porque o caixão estava bem lacrado, por cima estava tudo perfeito, mas se descobriu quando abriu”.

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Sinã destacou que todos os corpos que chegam, quando uma pessoa falece, são tratados com respeito e dignidade. Em um determinado momento, um carrinho de mão foi utilizado para transportar vários itens, incluindo caixas de papelão, algo inesperado para ele e para outros envolvidos.

No entanto, o que mais chamou a atenção de Valci foi a negligência e a falta de respeito por parte da empresa responsável pelos serviços prestados ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).

Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo