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Delegado que investigava acidente com Porsche em SP deixa o caso após transferência

Nelson Alves foi realizado da delegacia de Tatuapé para Belém e será substituído; carro do motorista de aplicativo de 52 anos foi atingido por Porsche e condutor morreu

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Foto mostra o empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, 24 anos, se apresentando a polícia em São Paulo
Fernando (ao centro) no momento em que se apresentou à polícia  • Reprodução/CNN Brasil

O delegado Nelson Alves, que investigava o acidente envolvendo um Porsche de mais de R$ 1 milhão que terminou com a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana, no fim de março, em São Paulo, foi transferido de delegacia nesta quinta (18) e deixou oficialmente o caso. O trabalhador de 52 anos morreu na madrugada do dia 31 de março (domingo de Páscoa), depois que o seu carro foi atingido por uma Porsche em alta velocidade, conduzida pelo empresário Fernando Sastre Filho, na Avenida Salim Farah Maluf. Viana foi socorrido, mas morreu por traumatismos múltiplos horas depois do acidente.

Havia a possibilidade de abertura de outro inquérito para averiguar se houve prevaricação dos policiais militares que atenderam a ocorrência, no dia 31 de março. Diligências indicam que o Fernando Sastre Filho teria fugido do local do acidente e, por esse motivo, as imagens das câmeras corporais dos policiais foram requisitadas pela Polícia Civil. A defesa nega a fuga.

Empresário bate, mata motorista de aplicativo e foge

O empresário e estudante Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, bateu um Porsche avaliado em R$ 1 milhão em um Renault Sandero na madrugada do dia 31 de março, em uma avenida de Tatuapé, na zona Leste de São Paulo. Segundo o boletim da ocorrência, o motorista da Porsche, identificado como Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, estava acima da velocidade máxima da via, que é de 50 km/h. Após o acidente, a mãe do motorista foi até o local e afirmou que levaria o filho a um hospital no Ibirapuera porque ele estava com um ferimento na boca. Os militares acabaram liberando Fernando e ele foi embora com a mãe. Porém, ao chegarem no hospital para colher a versão do motorista e fazer o teste do bafômetro, eles foram informados que o homem não havia dado entrada em nenhum hospital da rede.

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(Com informações de Estadão Conteúdo)

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