Sogra enviou 'nudes' da nora de 14 anos para a mãe da vítima, diz delegado
Mulher era contra o relacionamento do filho com a jovem e foi indiciada pelo crime de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável

A mãe de uma adolescente de 14 anos, vítima de divulgação de nudes dela pela sogra, recebeu as fotos íntimas da filha pela própria mulher, apontada como suspeita da prática. O caso ocorreu no município de Rio Quente, em Goiás.
A informação foi divulgada pelo delegado responsável pelo caso, Fabiano Henrique Jacomelis, em entrevista ao g1. Jacomelis confirmou que as imagens foram enviadas para a mãe da vítima pela mãe do namorado da adolescente, um jovem de 16 anos.
As fotos, inicialmente, haviam sido enviadas pela vítima para o namorado. As investigações sobre o caso começaram em 13 de maio, quando houve o registro de Boletim de Ocorrência (B.O), realizado pela mãe da vítima.
Em nota enviada à Itatiaia, a Polícia Civil de Rio Quente informou que, durante a apuração, foram reunidos elementos que comprovaram a motivação do crime: a mãe do namorado da adolescente era contra o relacionamento com a menina. A partir do momento em que a mulher teve acesso aos arquivos, passou a divulgá-los para outras pessoas, incluindo a própria mãe da vítima.
"Durante a apuração, foram reunidos elementos que apontaram indícios de autoria e materialidade delitiva, demonstrando que a divulgação ocorreu em razão de conflitos intrafamiliares relacionados ao relacionamento afetivo da vítima", escreveu a instituição, acrescentando que o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário.
O delegado ainda informou como a divulgação das imagens com a mãe da vítima aconteceu. Segundo Jacomelis, as mensagens foram encaminhadas por meio de um celular identificado como sendo da irmã da investigada e tia do namorado da vítima. "Ela [suspeita] mexeu no celular do filho, viu as imagens e resolveu divulgar", afirmou o delegado.
Com a conclusão do inquérito, a mulher foi indiciada pelo crime de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia. Caso a autoria seja comprovada pela Justiça, ela pode cumprir pena de até cinco anos de prisão.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



