Mulher é presa suspeita de torturar e acorrentar o filho em Goiás
Segundo a Polícia Civil, vítima acamada vivia em condições degradantes, e era obrigada a ingerir as próprias fezes dentro da casa da família em Rio Verde

Uma mulher foi presa em flagrante suspeita de torturar e manter o próprio filho, que é acamado, em situação de maus-tratos em Rio Verde. Conforme a Polícia Civil de Goiás, o homem era mantido acorrentado dentro da residência e chegou a ser forçado a comer as próprias fezes.
A prisão foi realizada na sexta-feira (15), após uma denúncia feita pela Secretaria Municipal de Assistência Social, que apontava indícios de abandono e violência extrema no imóvel da família.
Quando chegaram ao local, policiais civis e profissionais da assistência social encontraram a vítima em condições consideradas desumanas. Segundo a corporação, o homem estava exposto à fome, ao frio e à falta de higiene.
As investigações indicam que ele permanecia amarrado pelos braços e pelas pernas durante grande parte do dia, inclusive nos momentos em que ficava sozinho em casa. Fotos divulgadas pela polícia mostram ferimentos e marcas nos punhos e tornozelos provocados pela contenção prolongada.
A Polícia Civil informou ainda que a vítima apresentava quadro severo de debilidade física. Testemunhas relataram que ele passava vários dias sem banho, tinha alimentação irregular e sofria violência psicológica frequente.
De acordo com os investigadores, o homem dormia em uma estrutura improvisada do lado de fora da residência, ficando exposto à chuva, ao vento e às baixas temperaturas. Vídeos obtidos durante a apuração mostram a mulher obrigando o filho a ingerir as próprias fezes.
Após ser resgatada, a vítima recebeu atendimento médico e foi acolhida pela rede de proteção social.
A suspeita foi autuada por tortura e maus-tratos. Diante da gravidade do caso e de registros anteriores envolvendo a mesma vítima, a polícia solicitou a conversão da prisão em preventiva.
Durante o depoimento, a mulher optou por permanecer em silêncio e afirmou que só irá se pronunciar perante a Justiça.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.



