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Caso Edson Davi completa um mês neste fim de semana; veja o que se sabe até agora

A criança de seis anos, desapareceu na Praia da Barra, no Rio de Janeiro, no dia 4 de janeiro

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Edson David: testemunhas dizem que menino pediu prancha emprestada e foi visto perto do mar • Imagens cedidas a Itatiaia

Novas imagens gravadas na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no dia em que o menino Edson Davi, de seis anos, desapareceu, mostram a criança de cabelo seco, na barraca do pai. Esse é o registro mais recente do caso, que veio a tona no último dia 30 de janeiro.

O vídeo, gravado por um funcionário da família do garoto, até agora é o mais recente registro feito antes de o menino sumir. A família de Edson David acredita que as novas imagens podem indicar que a criança não se afogou, principal linha de investigação da Polícia Civil.

Ainda sendo uma história com muitos mistérios, o caso do desaparecimento do menino Édson Davi Silva de Almeida, completa um mês neste domingo (4). Imagens de câmeras de segurança ou feitas por testemunhas, além dos depoimentos, ajudaram a traçar os últimos momentos que antecedem o desaparecimento de Edson, mas não são suficientes para revelar o desfecho.

Confira o que se sabe até o momento

Edson Davi Silva de Almeida, de 6 anos, desapareceu na tarde de 4 de janeiro, enquanto acompanhava o pai no trabalho, na Praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Edson dos Santos Almeida, pai do menino, é dono de uma barraca na praia.

As primeiras imagens obtidas pela equipe de investigação mostram o menino após uma interação com pessoas em um quiosque. Segundo um funcionário do estabelecimento, Edson teria pedido a ele uma prancha de bodyboard emprestado, mas o barraqueiro negou porque o mar estava agitado. A criança aparece voltando para a areia.

Em uma foto feita por banhistas, por volta das 15h, Edson aparece jogando bola com outras duas crianças que estariam acompanhadas por um estrangeiro. Dias mais tarde, os investigadores descartaram o homem que estava brincando com as crianças como suspeito do desaparecimento, pois há imagens que comprovaram a volta do estrangeiro e os dois meninos para o hotel onde estavam hospedados. Ainda assim, a família de Edson Davi acredita que ele tenha sido sequestrado.

Em depoimento, um funcionário da barraca dos pais de Edson contou que viu o menino indo molhar os pés no mar, por volta das 15h30. Ele falou que ainda chegou a chamar a atenção da criança sobre o perigo da correnteza.

Em uma gravação feita por uma testemunha, às 15h37, é possível ver o menino na beira do mar antes de desaparecer. A pessoa fazia um registro da paisagem local no momento em que filmou Edson.

Às 15h57, imagens de um câmera de segurança capturaram o menino andando no calçadão da praia e, em seguida, caminhando para a areia. Edson aparenta estar sozinho neste momento.

Em novas imagens obtidas pela equipe da DDPA, Edson Davi aparece perto da barraca do pai, com o cabelo seco. Segundo a família, o horário da gravação é por volta das 16h47.

Segundo o pai, o desaparecimento da criança foi notada às 5h. Ele a mãe do menino, Marize Araújo, registraram um boletim de ocorrência no fim da tarde do mesmo dia, na 16ª DP (Barra da Tijuca), mas as investigações foram transferidas para a Delegacia de Descoberta de Paradeiros.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e segue com equipes de buscas pelo mar desde a notificação do sumiço de Edson.

Dois dias depois do desaparecimento, no dia 6 de janeiro, a mãe da criança recebeu uma mensagem avisando que o filho estava em uma lanchonete na Barra da Tijuca. Porém, ao verificarem o vídeo, os parentes descartaram a possibilidade de que a menino fosse Édson Davi. Policiais ainda foram ao local, mas não o encontraram.

Parentes seguem na linha do sequestro porque o menino tinha medo de entrar na água, afirmam. A equipe da DDPA não descarta a possibilidade, mas a principal hipótese é de afogamento.

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Novas imagens gravadas na Praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, no dia em que o menino Edson Davi, de seis anos, desapareceu, mostram a criança de cabelo seco, na barraca do pai.

O vídeo, gravado por um funcionário da família do garoto, até agora é o mais recente registro feito antes de o menino sumir. A família de Edson David acredita que as novas imagens podem indicar que a criança não se afogou, principal linha de investigação da Polícia Civil.



O advogado Marcelo Shad, que representa a família do garoto, pediu mais empenho da PC e que outras linhas de investigação não sejam descartadas.

“O que nós esperamos da polícia é que eles continuem investigando e que avancem sobre outras linhas de investigação que não só o afogamento. Uma vez que o menino aparece nas imagens com um semblante de cansado, já é uma imagem mais para o fim de dia, e completamente seco…Então, dificilmente, ele sairia dali por vontade própria, por algum motivo que não seja tão atrativo.”

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.