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Caso Clarinha: nove famílias realizaram testes de DNA desde a morte da paciente

Dos nove, sete foram descartados, um está sendo analisado e outro ainda será feito; Clarinha morreu no Hospital da Polícia Militar em Vitória

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Clarinha estava há 24 anos em coma no Hospital da Polícia Militar • Reprodução/ Tv Gazeta

O corpo de Clarinha, paciente que estava em coma há 24 anos em um hospital em Vitória, no Espírito Santo, segue no Departamento Médico Legal do município, a fim de realizar exames de DNA. Ao todo, nove famílias procuraram a polícia alegando serem parentes da mulher.

Das nove famílias que entraram em contato com a polícia, sete foram descartadas, um exame foi feito e outro ainda será analisado. Segundo a Polícia Civil, o último exame foi feito no dia 28 de março e ainda está em andamento, sem resultado. Clarinha seria filha de uma família de Minas Gerais.

Relembre

Clarinha era uma paciente não identificada que foi atropelada no Dia dos Namorados do ano de 2000, no Centro da capital capixaba. Ela morreu no dia 14 de março, após vomitar e broncoaspirar.

Por não ter sido identificada, Clarinha foi acolhida pela equipe do hospital. O Coronel Jorge Potratz contou à Itatiaia que foi ele quem deu o apelido à paciente. “Ela constava no prontuário como não identificada e como ela era muito branquinha, sugeri que a chamássemos de Clarinha, e o apelido pegou”, afirmou. Desde 2000, era ele quem ficava à frente do cuidado de Clarinha.

Segundo ele, Clarinha não tinha problemas de saúde, a não ser o coma por causa do trauma do atropelamento. Ela vinha sendo assistida pela equipe do hospital e, na manhã dessa quinta, vomitou e broncoaspirou, o que levou a uma insuficiência respiratória. À noite, ela não resistiu e faleceu.

O coronel contou que Clarinha era muito jovem na época do atropelamento e aparentava ter 18 ou 19 anos. O caso ganhou grande repercussão após uma reportagem no Fantástico, da TV Globo. Mais de 100 pessoas procuraram o Ministério Público para registrar Clarinha como familiar desaparecida. No entanto, a identidade dela nunca foi reconhecida.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.