Rio proíbe motos elétricas após morte de mãe e filho de humorista atropelados; veja regras
Prefeitura endurece regras e exige placa e CNH; vítimas pedalavam bicicleta elétrica na Zona Norte quando foram atropelados

Após uma semana da morte de Emanoelle Martins Guedes de Farias e do filho, Francisco Farias Antunes, atropelados na Zona Norte do Rio enquanto andavam de bicicleta elétrica, o prefeito da capital fluminense, Eduardo Cavaliere, afirmou que a cidade é a primeira capital do país a criar regras mais duras para o uso de motos elétricas e outros veículos nas ciclovias.
Francisco tinha 9 anos e era filho do humorista Vinicius Antunes, conhecido como Cacofonia. A criança participava de vários vídeos do pai, e os dois compartilhavam a paixão pelo Vasco.
De acordo com o prefeito, a resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o tema é considerada insuficiente, o que levou o município a criar normas próprias, adaptadas à realidade local. “As cidades precisaram entender a dinâmica desses veículos para tomar decisões adequadas”, disse.
Com a mudança, motos elétricas passam a ser tratadas como motos comuns. Ou seja, vão precisar de placa, os condutores deverão ter CNH e esses veículos só poderão circular nas ruas, junto com os carros.
As ciclovias ficam exclusivas para bicicletas, bicicletas elétricas e patinetes. Quem desrespeitar a regra pode ter o veículo apreendido.

O prefeito também explicou que os donos desses veículos terão até o fim do ano para regularizar a situação junto ao Detran. Mesmo assim, a proibição de circulação nas ciclovias já está valendo, e os condutores devem seguir as novas regras a partir de agora.
O acidente
Além de Francisco, Emanoelle Martins Guedes de Farias, mãe da criança, também morreu no acidente. Ambos andavam de bicicleta elétrica em umas das ruas mais movimentadas da Tijuca, quando a mulher teria sido fechada por um carro.
Ela se desequilibrou e caiu com o filho da bicicleta. Um motorista de ônibus que passava bem na hora atropelou os dois. Emanoelle morreu no local. O menino chegou a ser socorrido, mas também não resistiu.
Conforme a polícia, o motorista do ônibus prestou depoimento na delegacia e afirmou que as vítimas caíram na pista após serem fechadas por um carro e que não conseguiu evitar o atropelamento.
Já o condutor do carro que teria fechado a bicicleta elétrica ainda não foi localizado. O caso é investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A Polícia Civil do Rio investiga as mortes e está atrás de imagens de câmeras de segurança para entender a dinâmica do ocorrido.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.
Diana Rogers tem 34 anos e é repórter correspondente no Rio de Janeiro. Trabalha como repórter em rádio desde os 21 anos e passou por cinco emissoras no Rio: Globo, CBN, Tupi, Manchete e Mec. Cobriu grandes eventos como sete Carnavais na Sapucaí, bastidores da Copa de 2014 e das Olimpíadas em 2016.

