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'Pheromone-maxxing': tendência da Geração Z dispensa banho e desodorante

A prática, que viralizou no TikTok, defende que o cheiro natural auxilia na atração de parceiros; especialistas apontam a falta de evidências científicas para a teoria e reforçam a necessidade de manter os cuidados básicos de higiene pessoal

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'Pheromone-maxxing': tendência da Geração Z dispensa banho e desodorante
'Pheromone-maxxing': tendência da Geração Z dispensa banho e desodorante • Pixiebay

Jovens da Geração Z estão aderindo a uma nova e controversa prática nas redes sociais: o "pheromone-maxxing". A tendência consiste em deixar de lado o banho e o desodorante para tentar atrair parceiros usando o cheiro natural do corpo.

Batizada de "pheromone-maxxing", a prática faz referência aos chamados feromônios. A teoria defendida pelos adeptos é que produtos de higiene e fragrâncias mascarariam sinais químicos naturais do corpo, que seriam capazes de influenciar a atração.

A moda viralizou no TikTok e tem sido associada principalmente a homens da Geração Z. Contudo, isso não significa que toda a geração tenha abandonado a higiene. Grande parte do conteúdo que impulsionou o termo também é vista como provocação ou sátira, o que dificulta a avaliação da adesão real ao comportamento fora das plataformas digitais.

Entre os nomes ligados à popularização do "pheromone-maxxing" está o criador norte-americano Isaac, do perfil @fluffdumpster. Um vídeo dele, publicado em 2024, já explorava a ideia de não tomar banho para preservar o odor corporal. O conteúdo ressurgiu e foi incorporado à crescente onda de tendências 'maxxing' nas redes sociais, que buscam maximizar características pessoais.

Essa lógica se insere em um fenômeno mais amplo na internet, onde termos terminados em "-maxxing" são usados para descrever tentativas de maximizar uma característica específica, principalmente a aparência e a atratividade. O "looksmaxxing", por exemplo, foca em estratégias para melhorar a aparência física.

No "pheromone-maxxing", o foco se volta para o cheiro. Em vídeos, usuários relatam deixar de usar perfume e desodorante, diminuir a frequência dos banhos ou até repetir roupas para manter o odor corporal.

Um dos exemplos recentes é o do influenciador norte-americano Demir Basceri, conhecido como "cookiekinggg", que revelou ao Daily Mail passar três dias sem banho antes de um encontro e usar uma camiseta já vestida no dia do compromisso. A justificativa seria a preservação do que ele denomina "efeito halo" dos feromônios.

Feromônios são substâncias químicas que diversas espécies utilizam para transmitir sinais entre indivíduos. Em animais, eles estão associados a comportamentos reprodutivos, territoriais e de comunicação.

Nos seres humanos, contudo, a função dos feromônios é bem menos clara.

A androstadienona, um esteroide encontrado principalmente em secreções masculinas, é uma das substâncias mais estudadas como possível feromônio humano. Embora já tenha sido associada a respostas emocionais, cognitivas e neurais, uma revisão de 2025 na revista Physiology & Behavior indica que as evidências são inconsistentes, não sendo possível afirmar que a substância atue como feromônio sexual humano.

Isso não implica que o cheiro seja irrelevante nas interações sociais. Uma revisão sistemática publicada em julho de 2026 na Frontiers in Psychology, que analisou 21 estudos, encontrou indícios de que odores podem influenciar emoções, percepção e julgamentos sociais. No entanto, os efeitos dos chamados quimiossinais humanos foram considerados sutis e dependentes do contexto.

A discussão sobre o "pheromone-maxxing" surge em um período de transformações na maneira como os jovens se relacionam. Uma reportagem anterior da CNN Brasil destacou que a Geração Z tem apresentado níveis menores de atividade sexual em comparação com gerações passadas. Especialistas atribuem isso a mudanças nas prioridades, questões financeiras e novas maneiras de construir relacionamentos.

Embora não haja uma relação direta comprovada entre esses fenômenos, eles ilustram como os códigos de atração e intimidade são constantemente rediscutidos entre os jovens. Nesse contexto, até hábitos antes considerados inegociáveis para um encontro, como tomar banho, usar desodorante ou escolher um perfume, tornam-se objeto de experimentação.

É fundamental ressaltar que isso não diminui a importância da higiene. O banho remove suor, oleosidade, resíduos e microrganismos da pele, enquanto produtos como sabonete e desodorante controlam o odor corporal. Preservar uma característica natural do corpo difere de abandonar os cuidados básicos de higiene.

Em suma, a chamada "Geração Cascão" reflete mais a velocidade com que comportamentos são interpretados na internet do que uma mudança real nos hábitos de uma geração inteira. Para alguns, a questão se resume a saber se o cheiro natural pode auxiliar na conquista. A resposta, no entanto, está longe de ser tão simples quanto simplesmente deixar o sabonete de lado.

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Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da Itatiaia.

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