Operação desmonta estrutura do PCC no DF que monitorava operações policiais e grupos rivais
A organização criminosa atuava também no tráfico de drogas, controle de armas, no recrutamento de novos integrantes e na expansão da facção; policiais encontraram dois grupos que eram usados pra transmitir ordens e ajudar presos

Uma operação conjunta das polícias Civil do Distrito Federal (PCDF) e Federal (PF) desarticulou uma estrutura ligada à facção criminosa de São Paulo, Primeiro Comando da Capital (PCC), que comandava a expansão no Distrito Federal. Batizada de Operação Jubilados, esta etapa da investigação descobriu um núcleo de contrainteligência da organização responsável por monitorar operações policiais, prisões e investigações. Além disso, coletava informações sobre integrantes de grupos criminosos rivais. O material reunia fotografias, endereços, antecedentes criminais e locais de atuação de adversários.
A ação, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Distrito Federal (FICCO/DF), que integra diversas polícias, cumpriu 21 mandados de prisão temporária e 27 de busca e apreensão no DF, em Goiás e em São Paulo, nesta quinta-feira (8).
No Distrito Federal, os policiais atuaram nas regiões administrativas: São Sebastião, Itapoã, Samambaia, Sol Nascente, Ceilândia, Santa Maria, Candangolândia, Gama, Planaltina e Estrutural, além de unidades prisionais. Também foram cumpridos mandados no Entorno do DF, em Águas Lindas de Goiás (GO), e nas cidades paulistas, Sorocaba e Indaiatuba.
Estrutura funcionava em grupos nas redes sociais e tinha setores
Segundo a Polícia Civil do DF, as investigações identificaram dois grupos, um deles era o "Faculdade Brasília" e o "Juntos Somos Mais Fortes DF", usados para comunicação, coordenação e transmissão de determinações internas entre os integrantes da facção.
O Faculdade reunia por volta de 80 membros. Era utilizado para transmitir ordens, arrecadar dinheiro, coordenar ações e organizar o apoio a membros presos.
A estrutura também contava com setores responsáveis pelo controle de armas e munições, recrutamento de novos integrantes e expansão da facção. Também foi descoberto mecanismos de controle de pontos de venda de drogas, chamados internamente de "lojas".
"As comunicações permitiram identificar setores responsáveis pelo controle de armas e munições, pela arrecadação financeira, pelo cadastro de integrantes, pelo apoio a presos, pela disciplina interna, pelo recrutamento e pela expansão da organização criminosa", detalha a polícia civil.
A Operação Jubilados é um desdobramento da Operação Mosaico, realizada em dezembro de 2025. Os investigados são suspeitos, principalmente, de integrar organização criminosa, crime com pena prevista de três a oito anos de prisão, além de multa. As investigações continuam para identificar possíveis outros crimes e pessoas envolvidas.
Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.



