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PC prende 40 pessoas e Justiça manda bloquear R$ 1 bilhão durante operação no DF

No total, foram cumpridos 96 mandados judicias, sendo 40 de prisão temporária e 56 de busca e apreensão, em cidades do DF, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Amazonas

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Divulgação/ PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu 40 pessoas com mandados temporários de 30 dias na Operação Eixo, deflagrada nesta sexta-feira (10), contra uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

No total, foram cumpridos 96 mandados judiciais, sendo 40 de prisão temporária e 56 de busca e apreensão. Além disso, foi realizado o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas, bloqueio de ações custodiadas na CVM, sequestro de veículos, de três imóveis e bloqueio de criptoativos.

Os mandados foram cumpridos em seis cidades do DF, três de Goiás, duas de São Paulo, duas de Santa Catarina e uma de Minas Gerais, do Paraná e do Amazonas.

Não há indícios de estrutura própria de facções criminosas do Rio de Janeiro no Distrito Federal, porém, há ligações entre os criminosos. Isso porque a investigação identificou viagens de três investigados do DF a uma comunidade no Rio, a fim de realizar treinamento no uso de armas de grosso calibre.

Objetivo da operação e funcionamento da quadrilha

O objetivo principal da ação é interromper o fluxo de drogas destinado à capital, enfraquecer o braço financeiro da organização investigada e responsabilizar toda a cadeia envolvida.

As investigações apontaram que há uma estrutura criminosa sofisticada, voltada ao abastecimento do mercado de drogas no DF e à ocultação de valores ilícitos por lavagem de dinheiro.

Havia dois núcleos centrais de atuação no DF, ligados a criminosos de grupos rivais. Um dos principais investigados tinha papel relevante na logística de remessa de drogas vindas de outros estados para o abastecimento do tráfico local.

No âmbito financeiro, a quadrilha tinha um mecanismo estruturado de lavagem de dinheiro, com uso de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros, criptoativos e operadores distribuídos em diferentes unidades da federação. A PC identificou pessoas jurídicas de curta duração e sem capacidade operacional compatível com os valores movimentados.

O grupo também fazia diversas transferências em valores padronizados, usavam plataformas de criptoativos e saques massivos em espécie, a fim de dificultar o rastreamento patrimonial. Uma das contas movimentou R$ 79 milhões.

Estrangeiros envolvidos

Dois cidadãos estrangeiros, um colombiano e um venezuelano, foram apontados como peças importantes na logística e engrenagem financeira da organização. Um dos colombianos já foi investigado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, estava na lista da Interpol e foi preso recentemente na Espanha. O outro também está preso na Colômbia. Já o venezuelano está em Santa Catarina.

Participante da organização morreu em confronto com a PM

Um integrante da organização e responsável pela recepção e distribuição de drogas era um criminoso de alta periculosidade.

O criminoso, que não teve sua identidade revelada, morreu em agosto de 2024 em confronto com a Polícia Militar de Minas Gerais enquanto transportava um grande carregamento de maconha, portava arma de fogo de uso restrito e tinha anotações de contabilidade do tráfico

Crimes

Os presos poderão responder por tráfico interestadual de drogas, organização criminosa majorada pela conexão com outras organizações criminosas independentes e lavagem de dinheiro majorada.

As penas podem somar até 55 anos de prisão e multa.

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Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.