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Delegado da PF informava investigados de operações ligadas a organizações criminosas

As informações eram repassadas desde 2023 e o policial recebia vantagens financeiras de empresários e advogados

PorBrasília
Delegado da PF repassava informações a empresários e advogados em troca de dinheiro • PF MG/Divulgação

Um delegado da Polícia Federal (PF) usava o cargo e o acesso a sistemas da corporação para consultar procedimentos, monitorar investigações e repassar informações de interesse de empresários e advogados de investigados em operações. O vazamento de informações sigilosas ocorreria desde 2023 a organizações criminosas ligadas ao contrabando de cigarros, trabalho escravo, lavagem de dinheiro, crimes ambientais e desvios de recursos públicos. O policial foi afastado da função nesta quarta-feira (19) de suas atividades.

O delegado seria parte de um esquema de corrupção que recebia vantagens financeiras em troca dos dados. De acordo com interlocutores, os empresários e advogados repassavam valores de forma fracionada e dissimulada ao policial. Com as informações, os envolvidos poderiam adotar medidas para dificultar ou até mesmo frustrar diligências policiais.

Além do servidor público, quatro empresários são investigados. Dois deles já eram alvos de operações da PF e teriam pago pelos dados sigilosos. Também são investigados dois advogados que atuariam como intermediários dos pagamentos.

Entre as possíveis consequências do vazamento estavam a retirada de documentos e objetos que poderiam ser apreendidos, a movimentação de dinheiro ou patrimônio, o aviso a outras pessoas envolvidas nos casos e até a fuga antes da chegada dos policiais.

 

Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Rio Grande do Sul, durante a Operação Sinon, que investiga corrupção dentro da própria Polícia Federal.

Além da suspensão do exercício da função pública, o delegado foi proibido de acessar as dependências da corporação, os sistemas e os recursos tecnológicos da PF. Também foram determinadas medidas cautelares diversas da prisão contra os investigados, além do bloqueio e sequestro de bens.

As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça Federal em Marília, no interior de São Paulo.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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