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MPF mantém prisão preventiva de Deolane por esquema de lavagem de dinheiro para o PCC

De acordo com o MPF, a influenciadora executava a parte financeira da organização criminosa

PorBrasília
Deolane Bezerra falou pela primeira vez após ser presa
Deolane Bezerra no dia em que foi presa • Reprodução | CNN

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) manteve a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra e dos demais réus investigados por formação de organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), no âmbito da Operação Vérnix.

A decisão foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) à 3ª Vara da Justiça Federal de São Paulo, nessa quinta-feira (20). A prisão preventiva precisa ser reavaliada pela Justiça a cada 90 dias.

O órgão afirma que as informações obtidas comprovam a existência de um esquema criminoso dividido em três frentes. Segundo a investigação, Deolane coordenava a área financeira. Já a parte decisória das ações era comandada por Marcola, líder do PCC, e pelo irmão dele, Alejandro Camacho. A área operacional era composta por Everton de Sousa e Paloma Sanches Herbas Camacho, que estão foragidos.

O esquema incluía a utilização de empresas de fachada e de laranjas para ocultar e dissimular valores provenientes das ações cometidas pela organização criminosa.

“Com base em relatórios técnicos fundamentados em quebras de sigilos fiscal e bancário, a organização criminosa constituída pelos réus movimentou vultosas quantias”, informou a decisão.

Para o MPF, as prisões são necessárias para garantir “a ordem pública”, já que o apoio ao crescimento de uma organização criminosa é considerado um “atentado à Segurança Pública do Estado”.

O órgão também destacou que as manifestações das defesas não foram suficientes para afastar a necessidade das prisões e que os pedidos de revogação já foram indeferidos em diferentes instâncias do Poder Judiciário.

Deolane está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, desde maio deste ano. Segundo a investigação da Polícia Federal (PF), ela seria responsável pela área financeira de um esquema que utilizava uma transportadora de cargas como fachada para lavar dinheiro.

Os indícios apontam que os valores eram direcionados à cúpula do PCC e repassados a Marcola, familiares dele e terceiros.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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