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Alcolumbre diz que governo não apresentou pedido para acelerar tramitação da PEC do fim da escala 6x1

Presidente do Senado afirmou que não há requerimento de calendário especial nem pedido para quebra do interstício, o que mantém a tramitação da PEC seguindo o rito regimental

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Alcolumbre diz que governo não apresentou pedido para acelerar tramitação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado
Alcolumbre diz que governo não apresentou pedido para acelerar tramitação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado • Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira (7) que, até o momento, o governo federal não apresentou qualquer pedido formal para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1.

A declaração foi dada na chegada ao Senado, antes da segunda das cinco sessões de discussão da proposta, e ocorre em meio à pressão para que o texto seja votado ainda durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo Alcolumbre, não há, até o momento, requerimento para adoção de um calendário especial nem pedido para quebra do interstício regimental, mecanismos que permitiriam acelerar a análise da PEC: "Hoje eu não tenho nenhum requerimento de calendário especial. Hoje eu não tenho nenhum requerimento de quebra de interstício. Eu não tenho na mesa. Eu não posso deliberar."

O presidente do Senado ressaltou que, caso algum requerimento seja protocolado, ele será submetido ao plenário, que terá a palavra final sobre a aceleração da tramitação: "Se um requerimento aparecer, eu vou deliberar. O plenário é soberano. A vontade da maioria vai prevalecer."

Decisão de adiar votação foi para evitar interferência nas eleições

Alcolumbre também rebateu críticas sobre a decisão de não pautar a PEC antes do primeiro turno das eleições. Segundo ele, o adiamento ocorreu após pedidos de senadores que temiam que o tema contaminasse o debate eleitoral.

O presidente afirmou que entendeu que transformar a proposta em pauta de campanha desviaria o foco das demais propostas dos candidatos: "Eu entendi que, no processo eleitoral, o debate seriam as propostas que eles apresentariam para as suas reeleições. Para não deixar que esse tema contaminasse o processo eleitoral e que o povo brasileiro escolhesse os seus senadores pelas propostas, eu não deliberei a PEC até as eleições."

Alcolumbre também negou que tenha assumido compromisso de impedir a votação antes do segundo turno da disputa presidencial.

Segundo ele, o único compromisso firmado foi aguardar o encerramento do primeiro turno para iniciar a tramitação da matéria: "A versão de que não poderia votar antes do segundo turno não é verdadeira. O meu compromisso era deliberar a PEC depois das eleições do primeiro turno."

Próximos passos

Nesta quarta-feira, o Senado realiza a segunda sessão de discussão da proposta. Ainda estão previstas mais uma sessão nesta semana e duas na próxima.

Após o cumprimento das cinco sessões regimentais, a PEC estará apta para votação em primeiro turno. Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores em dois turnos de votação.

Sem um requerimento para acelerar a tramitação, a tendência é que o Senado siga o rito normal previsto no Regimento Interno da Casa.

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Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

 

 

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