Criminosos têm usado aplicativos falsos de emprego para aplicar golpes e contratar financiamentos em nome de vítimas. As fraudes envolvem o roubo de dados pessoais, como CPF e CNH, obtidos por meio de cadastros em plataformas que simulam processos seletivos.
Em alguns casos, a vítima acredita que está participando de uma etapa de seleção, mas, na verdade, está autorizando um financiamento.
O advogado Ricardo Souza alerta para o crescimento desse tipo de crime. “Infelizmente, esses casos estão crescendo, como outras fraudes. A tipificação mais recorrente é estelionato ou até organização criminosa, já que envolve uma cadeia de pessoas. Começa com a falsa oferta de vaga, passa pela obtenção de dados e, em alguns casos, pela criação de assinatura digital, até a contratação de crédito em nome da vítima”, explica.
Segundo o especialista, bancos e instituições financeiras também devem redobrar a atenção, já que podem ser responsabilizados.
“Há uma responsabilidade grande no tratamento e na conferência dessas informações. O serviço precisa seguir o Código de Defesa do Consumidor, com qualidade e segurança. Caso contrário, pode haver responsabilização”, afirma.
O advogado ressalta ainda que cada caso é analisado de forma individual pela Justiça.
“O entendimento vai variar. É preciso verificar se houve falha da instituição financeira ou se houve imprudência da própria vítima. Isso influencia diretamente na divisão de responsabilidades”, conclui.