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Brasil tem menor número de homicídios e latrocínios em dez anos, diz ministério

Análise detalhada da série histórica revela uma transformação profunda no cenário da violência

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RJ: número de extorsões e homicídios dolosos crescem nos primeiros 9 meses de 2023
Recuo é ainda mais acentuado nos crimes de latrocínio, que despencaram 72,9% no mesmo intervalo • CNN Brasil

O Brasil alcançou uma marca histórica na segurança pública ao registrar, no primeiro trimestre de 2026, os menores índices de homicídios dolosos e latrocínios dos últimos dez anos para o período.

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, a redução dos crimes letais confirma uma tendência de queda sustentada ao longo da última década, sinalizando avanços significativos na atuação das forças policiais no país.

A análise detalhada da série histórica revela uma transformação profunda no cenário da violência. Em relação aos homicídios dolosos, o país contabilizou 7.289 casos entre janeiro e março deste ano, o que representa uma queda de 42,7% na comparação com os 12.719 registros efetuados em 2016.

O recuo é ainda mais acentuado nos crimes de latrocínio, que despencaram 72,9% no mesmo intervalo, passando de 591 ocorrências em 2016 para 160 em 2026. A tendência positiva também é observada no curto prazo, com uma redução de 25% nos homicídios e de 48,1% nos roubos seguidos de morte quando comparados aos dados de 2022.

Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os resultados são reflexo direto de mudanças estruturais na estratégia de enfrentamento à criminalidade. O titular da pasta destaca que o foco na integração entre as forças de segurança, o uso intensivo de inteligência e a coordenação nacional têm sido fundamentais para este desempenho.

Essa eficiência é corroborada pelo aumento na produtividade policial: o número de mandados de prisão cumpridos saltou de 53.212 em 2022 para 72.965 em 2026, uma alta de 37,1%.

Complementando a estratégia operacional, o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, aponta o reforço nos investimentos como pilar central dessa evolução. O aporte de recursos via Fundo Nacional de Segurança Pública teve um crescimento de 80,9%, elevando-se de R$ 970,7 milhões no biênio 2021–2022 para R$ 1,76 bilhão no período de 2023–2024.

Esses valores foram destinados prioritariamente à modernização tecnológica, aquisição de equipamentos, perícia e formação continuada. Atualmente, o MJSP prioriza a articulação entre União e estados, utilizando dados para orientar operações e sufocar as estruturas financeiras das organizações criminosas.

Com informações de Agência Brasil

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