Anvisa manda recolher lote de chá de camomila após encontrar larvas

Recolhimento foi ordenado por conta da presença de substâncias inadequadas no material

Agência ordenou que produtos de lote determinado da marca Água da Serra sejam recolhidos dos mercados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou nessa segunda-feira (5) o recolhimento do lote 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, da marca Água da Serra, tornando proibida a comercialização, distribuição, divulgação e consumo.

A análise de elementos histológicos apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá. Por sua vez, o ensaio de pesquisa de matérias estranhas apontou 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em apenas 25 gramas do produto, número muito acima do limite máximo permitido, que é de 90 fragmentos.

Segundo a agência, conforme divulgado pela Agência Brasil, a medida foi tomada após a empresa informar o recolhimento voluntário do material por detectar irregularidades no produto. Para a Anvisa, o fato evidencia graves falhas no processo de fabricação do referido lote.

“O ensaio de identificação de elementos histológicos (células, tecidos e matriz extracelular) apontou a presença de talos, ramos e sementes que não são comuns no chá. O ensaio de pesquisa de matérias estranhas acusou 14 larvas inteiras e 224 fragmentos de insetos em 25g do produto, sendo que o limite aceitável é de 90 fragmentos em 25g de produto”, explicou a Anvisa em nota.

Água da Serra comenta o caso

Em nota, a empresa informou que:

“Em relação ao lote nº 6802956 do Chá de Camomila Lavi Tea, adotou, de forma voluntária e responsável em Outubro de 2025, as medidas de recolhimento do referido lote, conforme comunicado às autoridades sanitárias competentes.

A adoção das medidas ocorreu após a ciência de apontamentos técnicos decorrentes de análises laboratoriais realizadas no âmbito da fiscalização sanitária, em estrita observância às normas regulatórias aplicáveis e com foco na proteção do consumidor.

O recolhimento e a suspensão da comercialização do lote ocorreram de maneira preventiva, tratando-se de uma ocorrência pontual e restrita a um único lote, sem reflexos sobre os demais produtos da marca, que seguem atendendo regularmente aos padrões de qualidade e segurança exigidos.

A Água da Serra esclarece, ainda, que a produção do item é realizada por parceiro terceirizado, o qual já foi formalmente comunicado para apuração técnica detalhada dos fatos e adoção das medidas corretivas cabíveis, com acompanhamento direto da empresa.

Por fim, reafirma seu compromisso permanente com a qualidade, a segurança de seus produtos e a atuação responsável e colaborativa junto aos órgãos reguladores, mantendo controles rigorosos e alinhados às melhores práticas do setor.”

(Sob supervisão de Aline Campolina)

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Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.

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