Mais da metade da área do Cerrado já foi desmatada, aponta estudo

‘Berço das Águas’, bioma é fundamental na proteção das bacias hidrográficas brasileiras

Cerrado, conhecido como berço das águas, já teve 53% de área desmatada

Dados do Instituto Cerrados apontam que mais da metade da área do bioma — 53% — já foi desmatada. O índice é superior, inclusive, ao desmatamento da Amazônia, que fica abaixo dos 20%. Chamado de “Berço das Águas”, o Cerrado é um protagonista na preservação das bacias hidrográficas do país. Segundo o Instituto, oito das 12 principais bacias nacionais dependem, em algum nível, da água que o Cerrado produz, armazena e distribui.

Apesar da importância, o Cerrado tem mais de cinco milhões de hectares de áreas que precisam ser restauradas legalmente e outros 30 milhões de hectares de pastagens degradadas ou subutilizadas. Apenas em 2023, a área de floresta perdida no bioma teve alta de quase 50%, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

“A gente fez um estudo para olhar para as bacias para os fios do Cerrado. Verificamos que, numa análise desde 1985 até 2022, em média, os rios do cerrado já perderam mais de 15,4% da vazão do seu dos rios”, alerta Yuri Salmona, presidente do Instituto Cerrados.

Diante o aumento do desmatamento, o Instituto Cerrados, em parceria com organizações como o Pacto Global da ONU e a Coca-Cola Brasil, criou a coalizão brasileira pela resiliência hídrica.

A ação inédita é um chamado para novas empresas se aliarem investindo em iniciativas de segurança hídrica e em organizações capazes de executar projetos de conservação e restauração no país.

“A gente quer trazer uma recuperação dessas bacias hidrográficas, a gente quer fazer com que esses rios brasileiros não deixem de produzir água. Esse é o grande objetivo, a gente não pode permitir que o Brasil, um dos países mais ricos em água doce do planeta, tenha disponibilidade muito baixa nos seus rios”, aponta Rubens Filho, gerente de água e oceano do Pacto Global da ONU.

Para preservar o bioma, e consequentemente a água, a Coca-Cola Brasil, em parceria com o Instituto Cerrados, utiliza o programa Suindara para monitorar as queimadas e desmatamento no cerrado.

“Qualquer foco de incêndio, qualquer foco do desmatamento, ele emite alerta para brigadas de bombeiros, poder público, sociedade civil e ONGs sobre qual a rota e qual o plano de combate. Então, nesses últimos dois anos, foram mais de 60 mil hectares, que foram protegidos ou evitados de serem queimados”, explica Rodrigo Brito, Diretor de Sustentabilidade Brasil e Cone Sul da Coca-Cola América Latina.

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

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