Aves, iguanas, jabutis e ouriços são vendidos ilegalmente em Feira de Duque de Caxias (RJ)

Autoridades investigam se vendedores da Feira de Acari passaram a atuar na região, após proibição do comércio no local

Animais são vendidos sem regulamentação na Feira de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Animais silvestres são vendidos sem nenhuma regulamentação na Feira de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. São aves ainda filhotes, pássaros, jabutis, iguanas e até ouriços. O comércio ilegal acontece sem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e os animais ficam expostos em barracas, dentro de caixas de papelão, sem o manejo adequado.

Uma equipe do RJTV, da TV Globo, flagrou a venda dos animais e as condições precárias as quais eles são submetidos. Na feira, a reportagem encontrou papagaios sendo vendidos de R$450 a R$ 800. "É filhotinho, está sem pena nenhuma, ó. Pode pegar, dá uma analisada”, diz um vendedor com um filhote de papagaio em mãos.

Apesar da venda não ser proibida, ela só pode ser feita por criadouros autorizados pelo Ibama e com a comprovação da origem legal do animal.

Na feira ainda são ofertados jabutis, de R$ 50 a R$ 200 e filhotes de iguana a R$300.

Autoridades investigam se vendedores da Feira de Acari atuam na região

A feira acontece de forma semelhante a de Acari, proibida por um decreto da Prefeitura do Rio, publicado em 23 de janeiro. Segundo as autoridades, parte dos itens vendidos no local era fruto de mercadoria roubada. Agora, com o fim da Feira de Acari, as autoridades investigam se os vendedores estão migrando para outras feiras da região metropolitana do Rio.

À Itatiaia, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) informou que o Comando de Policiamento Ambiental (CPAM) realiza regularmente ações para prevenir e coibir práticas criminosas envolvendo animais silvestres. Somente no ano passado, mais 2.000 animais silvestres foram aprendidos e mais de 150 pessoas foram presas.

Além do CPAm, os batalhões de área da Polícia Militar também verificam ocorrências diante de acionamento ou situações de flagrante. “A população pode apoiar o trabalho do CPAm por meio do Linha Verde, que é um programa do Disque Denúncia do Rio de Janeiro exclusivo para recebimento de informações sobre crimes ambientais, através do número 0300 253 1177", afirma a corporação.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.

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