A Defesa Civil de Maceió informou que parte da mina 18 da Braskem desabou em Maceió, na tarde deste domingo (10). O colapso aconteceu por volta das 13h15.
Nas imagens divulgadas, é possível ver que o rompimento pela superfície da Lagoa de Mundaú. Isso aconteceu porque 60% da área da mina está localizada embaixo da lagoa, no bairro do Mutange. Técnicos da Defesa Civil estão no local e monitoram a área para saber mais informações.
A mina afetada é um dos 35 poços de sal operados pela Braskem em Maceió. As estruturas eram usadas, desde 1976, para extração de sal-gema, utilizado para produção de soda cáustica e Policloreto de Vinila (PVC).
Onde fica a mina que desabou?
A mina 18 é uma das 35 minas da Braskem na região. Ela está localizada parte sob o bairro Mutange e parte sob a Lagoa de Mundaú - mais de 60% do volume da mina está abaixo da lagoa.
As estruturas eram usadas, desde 1976, para extração de sal-gema, usado para produzir soda cáustica e policloreto de vinila (PVC). Em 2018, uma série de abalos sísmicos e afundamentos de solo fez com que a atividade no complexo fosse interrompida. A instabilidade da região causou rachaduras e colocou em risco as casas da região.
No ano seguinte, cerca de 55 mil pessoas tiveram que ser retiradas de casa. Desde 2022, a Braskem trabalhava para estabilizar a área. Com o agravamento da situação da mina, a estimativa é que mais 5 mil pessoas sejam evacuadas.
Risco de colapso
Em 29 de novembro, o prefeito JHC declarou situação de emergência no município, após a Defesa Civil informar que a mina 18 estava sob “risco iminente de colapso”. De acordo com o Governo de Alagoas, em novembro, houve cinco abalos sísmicos na área. Apesar do principal bairro ameaçado já estar desocupado, as ruas próximas foram fechadas e o fluxo de pessoas no entorno está proibido.
Na sexta-feira (8), o órgão informou que a mina já havia afundado 2,09 metros. Em nota divulgada também na sexta, a Braskem informou que as coordenações de Defesa Civil Municipal, Estadual e Nacional concluíram que o trecho em que o colapso pode acontecer é equivalente ao tamanho de uma piscina olímpica e meia, em uma área equivalente a três vezes o raio da mina.
‘Não há risco para a população’
Após o rompimento deste domingo (10), a Defesa Civil informou que as casas ao redor da mina e todo o seu entorno estão desocupadas e que não há qualquer risco para as pessoas. De acordo com o órgão, a retirada dos moradores da área afetada começou em 2019 e foi finalizada em 2020. Desde 2019, os moradores de cinco bairros da capital alagoana foram retirados. São eles: Mutange, Bebedouro, Bom Parto, Pinheiro e Farol.
Nota da Braskem sobre o rompimento
"Às 13h15 deste domingo, câmeras que monitoram o entorno da cavidade 18 registraram movimento atípico de água na lagoa Mundaú, no trecho sobre esta cavidade. Toda a área, que vem sendo monitorada nos últimos dias, já estava isolada.
Movimento semelhante ocorreu por volta das 13h45. O sistema de monitoramento de solo captou a movimentação por meio de DGPS instalados na região.
As autoridades foram imediatamente comunicadas, e a Braskem segue colaborando com elas”.