Uma queda de energia elétrica aconteceu na manhã desta terça-feira (14) na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) quando estava começando a sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Enel, empresa concessionária do serviço de energia na capital paulista e região metropolitana.
Antes de começar a reunião, outro apagão rápido tinha ocorrido no local, cerca de 10 minutos após o início da sessão, durante a fala do deputado Luiz Fernando Teixeira (PT). “Olha aí, seu presidente. Um apagão da Enel. Isso é proposital, seu presidente?”, questionou o deputado.
Em nota, a empresa disse que não tem relação com a oscilação da energia elétrica no prédio da Alesp. O presidente da CPI, deputado Thiago Auricchio (PL), criticou a situação ocorrida e disse que uma televisão e um adaptador da Assembleia queimaram no apagão.
“Dizer que a Enel foi vítima dela mesma agora, porque o senhor Max [presidente] queria fazer a apresentação e não conseguiu por conta da queda de energia”, afirmou.
Nesta terça, estão sendo ouvidos o presidente da Enel São Paulo, Max Xavier Lins, e o presidente nacional da companhia, Nicola Contugno. Eles foram criticados por terem pedido - e conseguido - uma liminar para ficar em silêncio no depoimento.
Mesmo assim, o presidente de São Paulo, primeiro a ser ouvido, respondeu às perguntas dos deputados. O depoimento dele começou pouco depois das 10h, com um pedido de desculpas, e continuava até por volta das 13h30.
Ambos tinham sido convidados pela CPI, mas só compareceram após o temporal que deixou 2,1 milhões de consumidores sem energia elétrica na Grande São Paulo na sexta-feira (3). Oito pessoas morreram.
A CPI foi aberta em maio deste ano para investigar irregularidades e práticas abusivas cometidas pela Enel, entre 2018 e 2023.