Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspender
Melissa Valentini, médica infectologista do Hermes Pardini, orienta observar a data de fabricação, se a pessoa ainda tiver preservativos da marca. Caso tenha mais de três anos a partir da data, ela não deve usar o produto.
“O que foi detectado pelo fabricante e reportado à Anvisa foi que a data de validade deste preservativo deve ser revista. Ou seja, antes ele tinha uma data de validade de cinco anos a partir da fabricação e agora uma validade de três anos. Porque depois do terceiro ano, ele não passou nos testes de estouro, ou seja, há uma possibilidade de que durante o ato sexual essas camisinhas estourem depois do período”, esclareceu.
De acordo com Valentini, quem usou o preservativo e não estourou, não precisa se preocupar. No entanto, caso tenha estourado, é importante buscar auxílio médico. “Se o preservativo estourar, a pessoa tem que procurar avaliar o risco. A gente tem várias estratégias para prevenção de HIV, por exemplo, a PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco)”, destacou.
A médica acrescenta:
Uma relação que teve a ruptura do preservativo, é uma relação que tem um risco para transmissão do HIV. Essa pessoa deve procurar uma das unidades de saúde que fazem esse atendimento para iniciar a PEP. Se isso aconteceu há mais tempo e tem algum sintoma de alguma Infecção Sexualmente Transmissível, a pessoa deve procurar um Centro de Saúde ou médico da sua confiança
O sexólogo Sérgio Almeida explica que a camisinha quando estoura se assemelha a uma gravata. “Talvez a pessoa perceba ou não. Se arrebentou vai ser como se você estivesse transado sem preservativo. Observa, procura um médico e faz um exame. Quando for transar, embala a vácuo, isso é fundamental, não pode ficar bolha de ar em lugar nenhum entre o pênis e a camisinha”.
Ela destaca que em nenhuma hipótese a camisinha com validade vencida deve ser usada. “Quem não usou, joga fora. Quem usou, bom, se for possível tomar hoje a pílula do dia seguinte, quinta-feira, faça isso”, orienta.
O sexólogo reflete sobre as consequência de sexo sem proteção:
São muito graves. É uma gravidez indesejada, uma Infecção Sexualmente Transmissível [...] Vamos aguardar para que não tenha acontecido nenhuma tragédia por causa disso
Apesar de não ser comum, ele aconselha observar, a partir de agora, a data de validade de qualquer preservativo.
Lotes suspensos
A Anvisa suspendeu a venda, distribuição, fabricação, propaganda e uso de lotes de preservativos masculinos da marca Blowtex. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (23).
Lotes dos preservativos masculinos Blowtex Zero e Blowtex Sensitive Super Aloe Vera foram suspensos no teste de resistência. A Anvisa notificou uma falha nos testes de estouro realizados após três anos da fabricação, quando a validade dos produtos seria de cinco anos.
Confira quais lotes foram suspensos:
Preservativo Blowtex Zero
2106011116; 2105130816; 2106781116; 2106041116; 2108031016; 2108591016; 2108071016; 2108081016; 2111051016; 2112681016; 2112080516; 2112080416; 2112090516; 2112380416; 2112091016; 2112070516; 2112830516; 2201060416; 2112060416; 2112080716; 2112800516; 2112341016; 2201651016; 2201050516; 2201980516; 2202011016; 2202021016; 2202030516; 2201160516; 2202040516; 2202050916; 2202051016; 2202060516; 2202080516; 2202100516; 2202080916; 2207020516 e 2207742716.
Preservativo Blowtex® Sensitive Super Aloe Vera
2110050616; 2110060616; 2110070616; 2110480616; 2111020616; 2111070616; 2111080616; 2201020616; 2201030616; 2201140616; 2201150616; 2201970616; 2202050816; 2202060816; 2202500816; 2202510816; 2202690616; 2202700616 e 2205930816.