Toyota produz o último Corolla em Indaiatuba-SP após 28 anos
Sedã passa a ser fabricado em Sorocaba e marca inicia nova fase industrial da marca no Brasil

A Toyota encerrou oficialmente a produção do Corolla na fábrica de Indaiatuba-SP, colocando fim a um ciclo de 28 anos de atividades da unidade inaugurada em 1998 justamente para fabricar o sedã médio. O último exemplar da versão Altis Hybrid deixou a linha de montagem no último sábado (20), marcando o encerramento de uma das fábricas mais emblemáticas da indústria automotiva brasileira.
A transferência da produção do Corolla para Sorocaba, também no interior paulista, faz parte do plano de reestruturação industrial da fabricante no Brasil, anunciado dentro do pacote de investimentos de R$ 11 bilhões destinados ao país até 2030. O objetivo é concentrar as operações em um único complexo industrial, ampliando a eficiência produtiva e preparando a empresa para novos veículos eletrificados.

A nova unidade de Sorocaba, construída ao lado da fábrica já existente, terá capacidade para produzir até 100 mil veículos por ano. Além do Corolla, a instalação também deverá fabricará a inédita picape intermediária desenvolvida para disputar no segmento.
Durante quase três décadas, a planta de Indaiatuba produziu mais de um milhão de unidades do Corolla, consolidando o sedã como um dos automóveis mais importantes do mercado brasileiro. Ao longo dos anos, a fábrica também foi responsável pela produção da perua Fielder, derivada do Corolla, ampliando a presença da família do modelo no país.

A decisão de encerrar as atividades em Indaiatuba está ligada à modernização das instalações produtivas. A Toyota avaliou que a atualização da antiga fábrica se tornaria economicamente menos viável do que a centralização das operações em Sorocaba, onde a marca já produz os modelos Corolla Cross, Yaris Cross e Yaris (este apenas para exportação).
Apesar do encerramento das atividades em Indaiatuba, a Toyota afirma que pretende realocar funcionários para a nova operação em Sorocaba, reduzindo os impactos da transição industrial.
Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.



