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Stellantis anuncia nova Fiat Titano e amplia produção de picapes na América do Sul

Empresa irá produzir cerca de 3 milhões de unidades do carro e deve exportar a maior parte para o Brasil; investimento nos próximos cinco anos será de R$ 32 bilhões para toda a região

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Picape
Nova versão da Fiat Titano começará a ser vendida em breve no Brasil • Divulgação/Stellantis

O grupo Stellantis - que produz veículos das marcas Fiat, Citroën, Peugeot, Jeep e RAM - anunciou que a nova versão da picape Fiat Titano será produzida na fabrica de Córdoba, na Argentina. A planta será transformada em um polo de produção de picapes, com foco em exportar para toda a América do Sul, especialmente para o Brasil, que deve ser o destino de ao menos metade da produção.

Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (13), o presidente da Stellantis América do Sul, Emanuelle Cappellano, revelou que a empresa pretende investir R$ 32 bilhões na região. Entre 2025 e 2030, o grupo injetará R$ 30 bilhões nas plantas brasileiras e R$ 2 bilhões nas argentinas.

Produção de Fiat Tirano e motor 2.2 a diesel

A nova Fiat Titano começou a ser produzida em Córdoba na última quinta-feira (13) e começará a ser vendida em breve. A expectativa é que a empresa produza cerca de 3 milhões de unidades da picape na planta argentina e exporte grande parte para o Brasil.

Apesar do design não ter mudado muito em relação à versão anterior - que era produzida no Uruguai - a nova Titano terá uma melhora considerada expressiva em questões mecânicas, como a suspensão, sistemas elétricos e eletrônicos, além do motor. "A experiência será muito diferente da Titano atual", comenta o presidente.

Além da Fiat Tirano, a planta de córdoba passará a produzir o motor 2.2 turbodiesel Multijet II, que atualmente é importado da Itália. A produção está prevista para começar em 2027 e tem o objetivo de reduzir os custos ao ser feita na América do Sul.

Fiat é líder de vendas

Atualmente, a Fiat é a marca de veículos mais vendida do Brasil e da América Latina. Apesar dos desafios da alta inflação, principalmente na Argentina, e em meio à incerteza do cenário internacional causada pelo "tarifaço" proposto por Donald Trump às importações dos Estados Unidos, a Stellantis acredita que a expansão dos negócios na América do Sul é uma oportunidade que não poderia ser desconsiderada.

"A Fiat está em um período de expansão e consolidação do modelo de negócios em vários segmentos, especialmente entre as picapes. Então, a expectativa é boa. Há um custo desafiador por causa da inflação na Argentina, mas o investimento é focado no longo prazo. A presença da Fiat nessa região é tão forte que não poderíamos desconsiderar uma ampliação. A escolha pela Argentina é mais um passo na direção certa", afirma Cappellano.

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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.