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Europa discute cobrar mais impostos de SUVs; entenda a proposta

Entidades defendem tributação baseada em peso e dimensões dos veículos para reduzir impactos no trânsito, na segurança e no meio ambiente

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Os SUVs poderão ficar mais caros na Europa nos próximos anos. Governos e entidades, como Clean Cities e Transport & Environment (T&E), debatem a criação de impostos mais elevados para veículos maiores e mais pesados, em resposta ao crescimento constante das dimensões dos automóveis vendidos no continente. A proposta busca combater o carspreading, fenômeno que descreve o aumento do tamanho e do peso dos veículos e seus impactos na mobilidade urbana, na segurança viária e no meio ambiente.

A discussão ocorre em um momento em que os SUVs seguem ampliando a sua participação no mercado europeu. Embora sejam valorizados pela posição de dirigir elevada, maior espaço interno e sensação de segurança, especialistas afirmam que esses modelos ocupam mais espaço nas ruas e estacionamentos, consomem mais recursos e aumentam os riscos para pedestres e ciclistas em caso de colisões.

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Uma das principais medidas em debate é a adoção de uma tributação progressiva baseada nas dimensões ou no peso dos veículos. Na prática, automóveis maiores pagariam mais impostos que modelos compactos, incentivando a compra de carros menores e mais eficientes.

O tema ganhou força porque o peso médio dos automóveis vendidos na Europa aumentou cerca de 21% entre 2001 e 2022. Esse crescimento é atribuído principalmente à popularização dos SUVs e ao avanço dos veículos elétricos, que utilizam baterias de grande capacidade e, por isso, costumam ser mais pesados.

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O levantamento da T&C mostra ainda que os carros comercializados na Europa ficaram, em média, 1,2 centímetro mais longos e 0,5 centímetro mais altos por ano desde 2000. Segundo a entidade, a altura e a largura do capô também cresceram cerca de 0,5 centímetro anualmente, mesmo em um cenário de famílias cada vez menores.

Além das questões relacionadas ao espaço urbano, especialistas alertam para os impactos ambientais. Mesmo quando movidos a eletricidade, veículos maiores provocam maior desgaste de pneus e freios, aumentando a emissão de partículas, além de consumirem mais energia para se deslocar.

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A segurança também está no centro da discussão. Estudos indicam que automóveis mais altos tendem a atingir áreas mais vulneráveis do corpo de pedestres durante atropelamentos e podem reduzir o campo de visão do motorista, principalmente em relação a crianças e ciclistas que circulam próximos ao veículo.

Algumas cidades já começaram a adotar medidas para desestimular o uso de SUVs. Em Paris, por exemplo, proprietários de veículos mais pesados passaram a pagar tarifas de estacionamento significativamente mais altas em determinadas regiões. A iniciativa é vista como um possível modelo para outras cidades e até para futuras políticas nacionais ou da União Europeia.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.