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Rally Forrageiras apresenta pastagem adaptada ao Semiárido de Sergipe

Capins Piatã e Aruana foram os que melhor se adaptaram às condições da região, segundo pesquisa

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Produtores participam de atividade em área experimental com cultivo de palma forrageira durante Dia de Campo em Sergipe.
Produtores conhecem resultados do projeto Forrageiras durante Dia de Campo em Nossa Senhora da Glória, em Sergipe. • Divulgação /CNA

O município de Nossa Senhora da Glória recebeu, na última terça-feira (11), o Dia de Campo do Rally Forrageiras para o Semiárido. Realizado na Unidade de Referência Tecnológica (URT) local, o evento reuniu mais de 400 produtores rurais em busca de inovação e estratégias para a convivência com a estiagem.

A iniciativa é promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do Instituto CNA, em parceria com as Federações de Agricultura e Pecuária estaduais e sindicatos rurais. O objetivo é difundir os resultados do projeto Forrageiras e orientar os pecuaristas sobre o manejo de pastagens de alta adaptabilidade à região.

Para Gustavo Dias, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Sergipe (Faese), a transferência de conhecimento é decisiva para o sucesso das propriedades: “o Rally Forrageiras aproxima o conhecimento dos produtores rurais e mostra a importância de investir em tecnologia, inovação e, principalmente, na alimentação dos animais. Primeiro, precisamos garantir a alimentação do rebanho para depois pensar nos resultados. Esse conhecimento vai permitir a ele produzir cada vez mais e reduzir custos”.

Durante a programação, os participantes visitaram estações de pesquisa, acompanharam palestras técnicas e conheceram a Carreta Agro pelo Brasil, além de tecnologias voltadas à conservação de alimentos para o rebanho.

Variedades de melhor adaptação no solo sergipano

Na URT de Nossa Senhora da Glória, o projeto avaliou a performance de diversas espécies, incluindo os capins Aruana, Andropogon, Massai e Piatã, além do sorgo BRS Ponta Negra e da palma Miúda. Em um cenário local de solo argilo-arenoso e chuva média anual de 700 milímetros, os capins Piatã e Aruana destacaram-se como os mais adaptados.

O diretor executivo do Instituto CNA, Christiano Nascif, pontuou que levar quase uma década de estudos diretamente ao campo se traduz em ganhos de eficiência para a pecuária nordestina.

Complementando a ação, a coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho, apresentou o Guia de Bolso com o “cardápio forrageiro”, ferramenta prática que traz orientações sobre implantação e manejo:

“O projeto Forrageiras traz os resultados das pesquisas in loco, em ambiente real e com novilhas de leite. Validamos o cardápio forrageiro como tecnologia de convivência com a seca, para que o produtor possa produzir com segurança e rentabilidade.”

Próximas paradas da caravana

Após a etapa sergipana, o Rally Forrageiras segue em itinerância pelo Semiárido brasileiro:

  • Monteirópolis (AL): 17 de agosto

  • Venturosa (PE): 25 de setembro

  • Angicos (RN): 20 de outubro

  • Montes Claros (MG): 28 de outubro

  • Paulistana (PI): 7 de novembro

  • Colinas (MA): 13 de novembro

  • Assunção (PE): 19 de novembro

  • Ibaretama (CE): 27 de novembro

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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