Prejuízo em dose dupla: Brasil complementa carne dos EUA, que já enfrenta taxa de 36%, afirma ABIEC
Estados Unidos são o segundo maior importador da carne brasileira, o que pode ser afetado com a tarifa de 50% anunciada por Donald Trump

O vice-presidente, Geraldo Alckmin reuniu empresários e associações do agronegócio brasileiro, um dos principais responsáveis pelas exportações do país, para discutir a resposta brasileira a tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A medida norte-americana, do tarifaço sobre todos os produtos brasileiros exportados para o EUA, começa a valer no dia 1° de agosto.
A carne brasileira já é taxada em 36%, a taxa já é alta e esses 50% adicionais seriam praticamente inviáveis para a exportação.
Além disso, Perosa pontuou a preocupação com uma carga de 30 mil toneladas que já está a caminho e que corre o risco de ser taxada. O volume gira em torno de US$ 160 milhões.
"Estamos negociando com os importadores nos Estados Unidos e estamos também apoiando as negociações do governo federal, haja vista o trabalho de abertura de mercados que o ministro Fávaro tem feito com muito êxito", disse Perosa que defende uma negociação imediata para a prorrogação do início da taxação.
Prejuízo aos EUA?
O presidente da ABIEC, afirma que o Brasil complementa a produção norte-americana.
"O produtor americano está no seu menor ciclo pecuário nos últimos 80 anos e o Brasil exporta praticamente o que é utilizado na indústria americana para fazer hambúrguer, ou seja, recortes do dianteiro do boi, carnes não tão consumidas no Brasil, mas que têm importância econômica para os Estados Unidos", afirma Perosa sobre mais um ponto de relevância a ser tratado na negociação com os EUA
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde
Repórter de política em Brasília. Formado em jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), chegou na capital federal em 2021. Antes, foi editor-assistente no Poder360 e jornalista freelancer com passagem pela Agência Pública, portal UOL e o site Congresso em Foco.

