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Preço do tomate dispara 61% em setembro após redução da oferta em SP

Levantamento da Faesp aponta que o quilo do tomate passou de R$ 2,66 para R$ 4,30 no mês; na comparação com setembro de 2025, a valorização chegou a 93,5%, enquanto outros produtos também registraram altas.

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Tomates vermelhos e maduros agrupados, com a superfície lisa e brilhante, prontos para comercialização.
Redução da oferta de tomate em setembro contribuiu para a alta dos preços pagos aos produtores paulistas, segundo levantamento da Faesp. • Unsplash

A menor oferta durante o mês contribuiu para a valorização do tomate, cujo preço médio pago ao produtor paulista passou de R$ 2,66 por quilo, em agosto, para R$ 4,30/kg em setembro. O aumento foi de 61,4%. Na comparação com setembro de 2025, a alta chegou a 93,5%.

Os dados fazem parte do relatório mensal de preços pagos ao produtor paulista, elaborado pelo Departamento Econômico da Faesp, com informações da Conab e do Cepea-Esalq/USP.

Outra cultura abordada no documento, o limão tahiti apresentou forte valorização nas primeiras semanas de setembro. Segundo os dados, o movimento ocorreu em razão da oferta reduzida no início do mês, dada pelo menor ritmo de colheita devido à intensidade das chuvas. Na média mensal, o preço da fruta subiu 29,6% frente a agosto, chegando a R$ 134,79 por caixa de 27 quilos.

O mel de abelha também teve aumento nos preços. A média mensal foi de R$ 12,50 por quilo, alta de 13,6% em relação ao mês anterior. O produto apresentou crescimento nas comparações de três, seis e doze meses, com variações de 38,9%, 13,6% e 6,4%, respectivamente.

O arroz em casca teve alta de 12,5% em setembro, com preço médio de R$ 105,75 por saca de 60 quilos. Na comparação com setembro de 2025, o aumento foi de 30,4%. O feijão cores subiu 10,7% frente a agosto, alcançando R$ 331,75 por saca de 60 quilos, e registrou alta de 35,2% em 12 meses.

A mandioca raiz e a soja também apresentaram aumento no mês. Os preços avançaram 7,6% e 7,3%, respectivamente. A mandioca chegou a R$ 540,13 por tonelada, enquanto a soja alcançou R$ 139,64 por saca de 60 quilos.

Quedas

A banana nanica teve a maior queda entre os produtos acompanhados em setembro, de 15,7%, com preço médio de R$ 1,44 por quilo. A banana prata recuou 4,8%, para R$ 3,14/kg.

A baixa demanda pela banana tem contribuído para a queda nas cotações no estado, conforme análise do Cepea divulgada no relatório. No Vale do Ribeira, as chuvas foram intensas durante o mês, atingindo principalmente plantações em áreas de várzea. A perspectiva é de forte retração no volume produzido em 2026, o que deve impactar a oferta da fruta até o final do primeiro semestre de 2027.

O café arábica também apresentou queda em setembro. A média mensal foi de R$ 1.590,83 por saca de 60 quilos, retração de 10,2% em relação a agosto e de 28,9% na comparação com setembro de 2025.

De acordo com o relatório, a queda nas cotações do café pode ser explicada pelo alto volume de colheita da safra 2026/27, pela recuperação dos estoques certificados na bolsa de Nova York (ICE Futures) e pelo regime de chuvas positivo nas regiões produtoras.

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*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

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