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Piracema se aproxima: imagem de drone mostra subida dos peixes no Rio Mogi Guaçu em SP

Flagrante em Cachoeira de Emas antecipa o período reprodutivo da fauna aquática; PM Ambiental inicia operação de fiscalização antes do início da proibição da pesca em 1° de novembro

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Piracema se aproxima: imagem de drone mostra subida dos peixes no Rio Mogi Guaçu em SP
Rio Mogi Guaçu no distrito de Cachoeira de Emas, em Pirassununga (SP) • SC Drones/ Reprodução

Imagens registradas por um drone flagraram peixes iniciando a "subida" do Rio Mogi Guaçu nesta segunda-feira (19), na altura do distrito de Cachoeira de Emas, em Pirassununga (SP). O espetáculo natural antecipa os sinais da aproximação da piracema, período crucial em que diversas espécies nadam contra a correnteza em busca de cabeceiras e locais adequados para a reprodução e desova.

O fenômeno tradicional movimenta o interior paulista, mas exige atenção redobrada quanto às regras de preservação. Na maior parte dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste — como São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul —, a proibição da pesca entra em vigor no dia 1º de novembro. A piracema é o período de reprodução dos peixes que ocorre com diversas espécies ao redor do mundo. Cada estado tem um calendário e suas restrições.

Estados como Mato Grosso e Santa Catarina saíram na frente e já iniciaram o período de defeso em 1º de outubro, com restrições válidas até 31 de janeiro de 2027. Em Mato Grosso, a proibição engloba as bacias dos rios Paraguai, Amazonas e Araguaia-Tocantins; já em solo catarinense, as regras vigoram na Bacia do Rio Uruguai.

Veja o vídeo:

Você sabe a origem do termo?

A piracema, palavra de origem tupi, significa 'subida ou saída dos peixes'. Nessa época do ano, os peixes que estão fisiologicamente prontos para esse evento sobem o rio para regiões onde as características físico-químicas da água garantem a fecundação dos óvulos e a sobrevivência das larvas.

As espécies se deslocam para chegar aos locais ideais para reprodução. Durante esse período de migração, os peixes ficam mais suscetíveis à captura, por isso é importante respeitar a proibição ou restrição de pesca para preservar as espécies.

Fiscalização antecipada: Operação Piracema 2026/27

Para coibir irregularidades antes mesmo do início formal das proibições no estado, a Polícia Militar Ambiental de São Paulo deu início, na última sexta-feira (16), à Operação Piracema 2026/27, que se estenderá até 26 de março de 2027 em todo o território paulista.

A estratégia foi dividida em três etapas operacionais:

  • 1ª Fase (Pré-Piracema): 16 a 31 de outubro de 2026 - Foco na prevenção da pesca predatória e no combate ao estoque irregular de pescado antes do defeso.

  • 2ª Fase (Piracema): 1º de novembro de 2026 a 28 de fevereiro de 2027 - Fiscalização rigorosa do cumprimento do defeso total nas bacias e rios do estado.

  • 3ª Fase (Pós-Piracema): 1º a 26 de março de 2027 - Monitoramento do retorno das atividades e regularização do comércio.

Nesta fase de Pré-Piracema, os policiais militares ambientais intensificaram patrulhamentos terrestres e náuticos em áreas de grande concentração de peixes, além de montar bloqueios nas vias de acesso a rios, represas e mananciais. A fiscalização abrange também feiras, peixarias e estabelecimentos comerciais para checar a procedência legal do pescado armazenado.

Conscientização e penalidades severas

Paralelamente às abordagens de campo, as equipes realizam ações de Educação Ambiental para orientar pescadores amadores e profissionais sobre a importância do defeso para a renovação da vida aquática e a conservação da biodiversidade das futuras gerações.

A Polícia Militar Ambiental alerta que o desrespeito às restrições do período reprodutivo configura crime ambiental. Os infratores estão sujeitos a multas que podem chegar a R$ 100 mil, além da apreensão imediata de equipamentos, redes, varas, tralhas e embarcações.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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