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Ouro e Prata: vinhos Merlot brasileiros brilham em concurso na Suíça

Rótulos produzidos por vinícolas de Bento Gonçalves (RS) conquistam medalhas de Ouro e Prata em um dos concursos mais rigorosos do mundo dedicados à casta

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Ouro e Prata: vinhos Merlot brasileiros brilham em concurso na Suíça
Vinhos são de Bento Gonçalves (RS) • Eduardo Benini | Miolo/Divulgação

O Brasil encerrou sua participação no Mondial du Merlot 2026 com duas medalhas na para a vitivinicultura nacional: uma de ouro e uma de prata. O evento, realizado nos dias 19 e 20 de maio na cidade de Sierre, na Suíça, é um dos concursos mais importantes do mundo dedicados exclusivamente à casta Merlot.

O resultado chancela a evolução técnica do país na produção de vinhos finos e consolida a capacidade nacional de competir diretamente com regiões historicamente consagradas pela casta. Ao todo, a competição reuniu 417 amostras de oito países, que foram submetidas ao crivo de um painel composto por 27 especialistas internacionais.

 

Os rótulos premiados

As medalhas brasileiras ficaram com duas gigantes do setor localizadas em Bento Gonçalves (RS), a capital brasileira do vinho. O resultado destaca a versatilidade da região na produção de tintos, tanto em safras jovens quanto em rótulos com maior potencial de guarda:

  • Medalha de Ouro: Miolo Merlot Terroir DOVV 2018 – Miolo Wine Group (Bento Gonçalves - RS)
  • Medalha de Prata: Aurora Reserva Merlot 2023 – Cooperativa Vinícola Aurora (Bento Gonçalves - RS)

Rigor técnico e vitrine global

A participação dos rótulos nacionais foi coordenada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), que também marcou presença no júri internacional através de seu diretor, o enólogo Moisés Brandelli. De volta da Europa, Brandelli ressaltou o altíssimo nível de exigência da competição e o impacto positivo para a imagem do vinho brasileiro.

“Trata-se de um concurso de altíssimo prestígio e relevância internacional. A organização foi impecável e o nível técnico dos provadores extremamente elevado. Tivemos a oportunidade de compartilhar experiências com enólogos, jornalistas especializados e sommeliers de diferentes países, além de acompanhar um processo de avaliação conduzido com muito rigor e respeito aos vinhos”, destacou o enólogo.

Além de chancelar os melhores rótulos, o concurso funciona como um termômetro para mapear as transformações da uva em solo global. De acordo com Brandelli, o Mondial du Merlot proporciona uma análise aprofundada da variedade, permitindo compreender suas diferentes expressões ao redor do mundo.

“É um ambiente de grande aprendizado e troca de conhecimento, que contribui para ampliar a visão sobre tendências, estilos e níveis de qualidade observados internacionalmente”, observou.

Posicionamento de mercado

Com o envio regular de amostras para premiações no exterior, a ABE busca fortalecer a visibilidade do produto nacional, abrir portas comerciais para as vinícolas brasileiras e consolidar a enologia do país no mapa dos grandes produtores.

As novas medalhas conquistadas em solo suíço reafirmam o avanço contínuo da qualidade dos tintos da Serra Gaúcha e a crescente valorização de seus rótulos no competitivo mercado de exportação.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.